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Alerta
 Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
 
Não existem ações concretas de partidos políticos de oposição para derrubar o governo – e muito menos risco imediato de golpismo fardado. O que há, de verdade, é um violento ataque de contrainformação contra um governo sem credibilidade, promovido por grandes empresas internacionais preocupadas com o muito de dinheiro que têm investido aqui no Brasil. O risco de perdas bilionárias leva a Oligarquia Financeira Transnacional a colaborar com a divulgação sistemática e cuidadosamente combinada de escândalos capazes de desgastar ou até derrubar o governo, atingindo seus principais integrantes e operadores.
 
Tudo é monitorado por empresas privadas de espionagem. Não são meras coincidências policiais as Operações Lava Jato, Hulk, Oversea, Porto Seguro, junto com a detonação de todos os problemas na Petrobras – Pasadena, Comperj, Abreu e Lima, plataformas superfaturadas, terceirizações e quarteirizações, além de outras broncas menos votadas como as caixas pretas da BR Distribuidora, Gemini, BB Millenium, PFICO (Petrobras International Finance Co), e Petrobras Global Finance B. V. (sediada em Rotterdam, na Holanda, que capta euros e dólares para a estatal).
 
Os problemas, denunciados por investidores, são acompanhados por investigações oficiais do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Receita Federal, Tribunal de Contas da União. Várias delas podem redundar em processos judiciais. Em uma CPI, como a que o governo tenta abafar sobre a Petrobras, várias bombas atômicas podem explodir e implodir o desgoverno. Lula, Dilma e parceiros de negócios, nas alas política, sindical e de fundos de pensão, sabem que a conspiração rola abertamente. O sonho de poder virou pesadelo.
 
No momento, em meio à guerra assimétrica promovida por megainvestidores, o alto risco da delação premiada é o que mais apavora o governo no decorrer das quase certas ações na Justiça brasileira e na de Nova York, para apurar os prejuízos milionários na Petrobras. A petralhada tem um temor concreto de que Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró (principalmente este último) resolvam abrir o bico e soltar o verbo para relatar tudo que sabem sobre o real comando da organização criminosa que, no mínimo, praticou crime de estelionato (auferir vantagem ilícita a custa de terceiros, através de ardil) contra a Petrobras.
 
O elo mais frágil da corrente que se rompe é Paulo Roberto Costa. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras, ex-conselheiro da BR Distribuidora e da Brasken (joint entre Petrobras e Odebrecht), está enrolado na Operação “Lava Jato” (operação da PF que investiga uma quadrilha suspeita de lavar R$ 10 bilhões em dinheiro ilegal, desviado do setor público). Ele está muito bem cuidado em Curitiba – onde a Justiça Federal é blindada de influências petralhas.
 
Parceiros de Costa, como o doleiro Alberto Youssef e o deputado federal André Vargas (vice-presidente da Câmara), são cabras marcados para detonação. Outro na corda bamba é Nestor Cerveró, ex-diretor internacional, indicado para o cargo pelo reeducando José Dirceu e responsável pela compra questionável de Pasadena. Junto com ele, Alberto Feilhaber (que foi empregado da Petrobrás durante 20 anos e que agora é vice-presidente da Astra Oil - segundo ficha dele no Linkedin). Também deve sobrar para todos os conselheiros e diretores da Petrobras na gestão Lula-Dilma. 
 
O pavor real é que se revele que parte do dinheiro desviado nos negócios na Petrobras e subsidiárias tenha servido para formar uma super-organização. O político que a comanda tem várias consultorias que gerenciam empreendimentos comerciais na África, hotéis em Cuba e na Venezuela, pelo menos três hotéis em Brasília, vários terrenos na capital federal e em São Paulo (registrados em nome de empresas no Panamá), além de fazendas produtoras de gado no Brasil, participações acionárias inferiores a 4% em várias empresas, e uma mini-frota de três jatinhos (em nome de laranjas, amigas empreiteiras).
 
Diante do alto risco de implosão, o desgoverno petralha pretende investir na “ditadura branca”, em táticas como o Marco Civil da Internet, para restringir a livre circulação de informação – que pode lhe ser fatal. O PT teme o grau de bronca jurídica que pode recair sobre seus membros, caso não vençam a reeleição. O mais apavorado com o risco de futuro chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. O presidentro teme ser alvo fácil da Justiça no futuro. Agora, embora não tem imunidade parlamentar, não é incomodado tão intensamente pelos inimigos e adversários porque ainda tem um escudo forte: o poder federal. Sem isto, Lula sabe que será fisgado facilmente pela Justiça.
 
A “Batalha da Maré” (emprego da estratégia da Garantia da Lei e da Ordem contra narcoguerrilheiros urbanos) pode produzir, em futuro próximo, o mesmo efeito político da Guerra do Paraguai (após 1860): unir os militares em torno da ideia de que eles, unidos, como uma oligarquia civilista, podem mudar a realidade do Brasil. Tal visão pode realimentar, na caserna, a vontade de colaborar para promover uma nova intervenção civil-militar (parecida com 1964), caso a conjuntura política, econômica e institucional se agrave – como parece a tendência atual.
 
O agravamento dos ataques ideológicos às forças armadas - relacionando-as sempre, de forma mentirosa, a “ditaduras”, “torturas” e violações ao Estado democrático de Direito – tende a gerar o efeito contrário: em vez de desgaste de imagem, um reforço do espírito de corpo institucional das “Legiões”. A previsão sobre o risco de uma intervenção militar-civil é de um poderoso político da base aliada que mais joga contra que a favor do governo Dilma Rousseff – em franca queda livre de popularidade. Generais na reserva se manifestam abertamente contra o governo. Os da ativa aguardam a hora certa.
 
A bagunça e os problemas gerados pela Copa do Mundo da FIFA vão sacramentar a derrota do regime petralha. A imagem é tétrica. A Presidenta Dilma Rousseff está na proa do PTitanic, barco que está afundando e com ratos já fugindo dos porões, prontinha para ser empurrada do poder pelos grandes investidores internacionais contrariados e prejudicados, no bolso, pela arrogância, desgovernança, incompetência e corrupção de governo.
 
A previsão é que Dilma será jogada aos tubarões sem direito à boia de salvação reeleitoral. Seu Presidentro Lula, que sabe não navegar rumo a um Porto Seguro, tende a ser arremessado logo em seguida. O PMDB deve abandonar o PTitanic, assim que as candidaturas de Aécio Neves ou Eduardo Campos se consolidarem como oposição. O PT, que traiu o Brasil, será traído pelos aliados.
 
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Revista francesa arrasa com o Brasil e a Copa...
Revista francesa arrasa com o Brasil e a Copa
 
O BRASIL, CONFORME A REVISTA FRANCE FOOTBALL..
A renomada revista FRANCE FOOTBALL traz sempre belíssimas capas, ilustradas com fotos de lances sensacionais, gols, voleios, troféus, torcidas celebrando com suas bandeiras, etc... mas esta semana veio com uma "EDIÇÃO DE LUTO". A capa, toda negra, onde se lê "Peur sur Le Mondial", algo como: "O mundial do medo", sendo que a letra "O" da palavra "mondial" está a bandeira do Brasil, e onde deveria estar escrito "Ordem e Progresso", foi colocada uma tarja negra. No subtítulo diz: Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser aquele paraíso imaginado pela FIFA para organizar uma Copa do Mundo. A menos de 5 meses do mundial, o Brasil virou uma terrível fonte de angústia.
A revista FF é a mais respeitada publicação de futebol no mundo. O prêmio "Ballon d'Or" (Bola de Ouro) foi criado por ela, e a FIFA teve que pagar para ter o direito de promover tal prêmio. Também foi dela a série de reportagens que culminaram na suspensão do campeonato Italiano de 2005/06, assim como as denúncias de corrupção que resultaram na queda de João Havelange. A revista pode ser acessada no site:http://www.francefootball.com/, mas lá apenas se vê a capa, a reportagem, de 12 páginas, não está liberada no Brasil. Aqui vai ela, na integra ;
ALGUNS FATOS SOBRE A COPA: POLÍTICA: - Apesar do lema brasileiro: "Ordem e Progresso", o que menos se vê na preparação deste mundial, é Ordem ou Progresso. - A FIFA não pediu o Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta. - A corrupção no Brasil é endêmica, do povo ao governo. - A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões para os Cartórios. - Tudo se desenvolve a base de propinas. - Todo o alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas os artistas e grande parte da população acham que eles são honestos, e fazem campanhas para recolher dinheiro para eles. - Hoje, tudo que acontece de errado no Brasil, a culpa é da FIFA, antes era dos EUA, já foi de Portugal, o brasileiro não tem culpa de nada.
O Brasileiro dá mais importância ao futebol do que à política. - O Brasileiro elege jogadores de futebol para cargos públicos. - Romário (ex-Barcelona) é hoje deputado. Aproveita o descontentamento com a Copa para se auto-promover, mas nunca apresentou um projeto de lei sobre saúde ou educação. Sua meta é dar
ingresso da Copa para pobre(como se essa fosse a prioridade para um pobre brasileiro). O Deputado mais votado do Brasil é um palhaço analfabeto e banguela, que faz uma dança ridícula, com roupas igualmente ridículas, e seu bordão é: "pior que está não fica". Será? - Em uma das músicas deste palhaço analfabeto ele diz: "Ele é ladrão mas é meu amigo!", Isso traduz bem o espírito do Brasileiro. (http://letras.mus.br/tiririca/176533/ ) - Brasileiros se identificam com analfabetos. – A carga tributária do Brasil é altíssima, maior que a da França, e os serviços públicos são péssimos comparáveis aos do Congo. - Mas o Brasileiro médio pensa que ele mora na Suíça. Quem está lá, na verdade, é a FIFA. - Há um dito popular que diz que "Deus é brasileiro".
A FIFA, como imagem institucional, busca não associar-se a ditaduras. Tanto que excluiu a África do Sul na época do Aparthaid e, ao contrário do COI, recusou a candidatura da China, apesar das ótimas condições que o país oferecia. Mas o Brasil, sede da Copa, vive um caso de amor com ditaduras. - O Brasil pleiteava uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, para sentar-se ao lado França, mas devido ao seu alinhamento com ditaduras, a França já se manifestou contrariamente. - A Presidente Brasileira parece estar alienada da realidade e diz que será o melhor mundial de todos os tempos, isso, melhor que o do Japão, dos EUA, da França, da Alemanha. http://www.youtube.com/watch?v=urmR5fXMJu8 - Só ela pensa assim, na
FIFA se fala em maior erro estratégico da história da Instituição.

 
Será o que eu entendi?
Como não seria a 1ª vez que o BNDES financia quem não deveria, não duvido que este seja mais um caso de má aplicação do nosso dinheiro.
Enquanto isso acontece, continuamos a pagar impostos e a população não conta com atendimento digno nos hospitais públicos do país. Como dizia aquele personagem do Chico Anysio: "o povo que se exploda!"
Aonde estão o Ministério Público e o TCU? E a oposição, por que não se manifesta?
 


Deixa ver se entendi...
O Governo Federal traz para o Brasil médicos estrangeiros incapacitados, sem revalidação de diploma, joga esses profissionais despreparados para atender o povo no SUS, e deixa os nossos hospitais públicos caindo aos pedaços.
Enquanto isso, investe dinheiro no melhor e mais caro hospital privado do Brasil, que funciona com tecnologia de ponta, conta com mão de obra extremamente qualificada, e que "coincidentemente" é o Hospital para onde vão nossos honrados políticos...
É isso mesmo?
CLARO QUE É! 
ESTE É O GOVERNO DO PT!

A política desconhece valores, princípios e arruína o caráter ! ! !
"O poder tende a corromper. E o poder absoluto corrompe absolutamente". ( Lord Acton )
 
'Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada'...(Edmund Burke)
 
 
Uma nova chance para não errar! Caros Amigos
 
Caros Amigos
 
Infelizmente Dilma está no poder! Parabéns aos que nela votaram e que por seu intermédio se locupletaram e ajudaram a quebrar o Brasil!
 
Chamei sua vitória nas últimas eleições de “Vitória de Pirro”, obtida a alto preço e que trouxe consigo prejuízos que estão custando e que ainda custarão muito caro a todos nós!
 
Naquela eleição, 45% dos brasileiros, massificados, enganados, comprados, contaminados, coniventes ou comprometidos, elegeram o programa do corruPTo para conduzir os destinos do Brasil. 21% lavaram as mãos, omitiram-se ou desistiram do Brasil. 34% apostaram no outro projeto ou, como eu, empenharam-se para que o pior fosse evitado.
 
Eu estava certo quando disse que perdemos todos!
 
Nós, os derrotados nas urnas, combatemos o bom combate, chegamos ao final da corrida e não perdemos a fé. Perdemos aquela batalha, mas não a guerra, porque a Democracia, como entendemos que deve ser, ainda está de pé e o povo desta terra, livre e alegre por natureza, não sabe viver sem a LIBERDADE que um dia abriu suas asas sobre nós!
 
O programa de governo escrito, assinado, não lido, mas divulgado e enaltecido, ameaçadora e arrogantemente por José Dirceu, o mafioso de muitas caras e nenhum caráter, temporariamente detido na Papuda, contemplava como fundamento e alicerce a morte da liberdade e pressupunha a inesgotabilidade dos recursos do que e de quem produz e paga impostos!
 
Muitos dos que deram seu voto, inocentemente, às conveniências da circunstância, acreditando no efêmero agrado da demagogia ou inebriados por vantagens voláteis, agora conseguem enxergar a falsidade, a hipocrisia e a truculência escondidas por trás do sorriso enigmático da nossa “Prima Donna”!
 
Foi, de fato, uma conquista da Democracia inventada pelos constituintes de 1988, manipulada pelo instrumento criado para torna-la vulnerável: a liberdade de ser contra tudo, inclusive contra ela própria!
 
Esta estratégia destrutiva, vitoriosa na decadente Venezuela e em outras não menos decadentes repúblicas latino americanas, foi traçada no agora conhecido Foro de São Paulo, cujo poder satânico não podemos mais ignorar. Estamos a sentir na carne, mais cedo do que pensavam os mais pessimistas, as consequências daquela imprudência eleitoral.
 
Tudo que aí está é contra a natureza do povo, que já está abrindo os olhos para a realidade e que reagirá, democraticamente e em paz, ordeira e legalmente, espero, em defesa de seus valores, hoje deturpados e ameaçados pelos estrategistas do mal, lobos em pele de carneiro, hipócritas travestidos de democratas!
 
Que Deus proteja a todos nós! Rogo-Lhe para que ilumine o gentil povo dessa terra e a mente dos incautos que, há quase quatro anos, colocaram nosso destino nas mãos incompetentes, totalitárias e liberticidas de Dilma Rousseff.
 
Que Ele nos perdoe se errarmos de novo!
 
Gen Bda Paulo Chagas
 
O Brasil está com ódio de si mesmo
 O Brasil está com ódio de si mesmo
Arnaldo Jabor, jornal O Tempo, Belo Horizonte, 06.05.2014, caderno Magazine
O Brasil está irreconhecível. Nunca pensei que a incompetência casada com o delírio ideológico promoveria este caos. Há uma mutação histórica em andamento. Não é uma fase transitória; nos últimos 12 anos, os donos do poder estão a criar um sinistro “espírito do tempo” que talvez seja irreversível. A velha “esquerda” sempre foi um sarapatel de populismo, getulismo tardio, leninismo de galinheiro e, agora, um desenvolvimentismo fora de época. A velha “direita”, o atraso feudal de nossos patrimonialistas, sempre loteou o Estado pelos interesses oligárquicos.

A chegada do PT ao governo reuniu em frente única os dois desvios: a aliança das oligarquias com o patrimonialismo do Estado petista. Foi o pior cenário para o retrocesso a que assistimos.

Antes dessa terrível dualidade secular, a mudança de agenda do governo FHC por sorte criou um pensamento mais “presentista”, começando com o fim da inflação, com a ideia de que a administração pública é mais importante que utopias, de que as reformas do Estado eram fundamentais. Medidas simples, óbvias, indutivas, tentaram nos tirar da eterna “anestesia sem cirurgia”. Foi o Plano Real que tirou 28 milhões de pessoas da pobreza e não o refrão mentiroso que os petistas repetem sobre o Bolsa Família ou sobre o PAC imaginário.

Foi um período renegado pelo PT como “neoliberal” ou besteiras assim, mas deixou, para nossa sorte, algumas migalhas progressistas.

Tudo foi ignorado e substituído pelo pensamento voluntarista de que “sujeitos da história” fariam uma remodelagem da realidade, de modo a fazê-la caber em suas premissas ideológicas. Aí começou o desastre que me lembra a metáfora de Oswald de Andrade, de que “as locomotivas estavam prontas para partir, mas alguém torceu uma alavanca e elas partiram na direção oposta”.

Isso causa não apenas o caos administrativo com a infraestrutura morta, como também está provocando uma mutação na psicologia e no comportamento das pessoas. O Brasil está sendo desfigurado dentro de nossas cabeças, o imaginário nacional está se deformando. 

Há uma grande neurose no ar. E isso nos alarma como a profecia de Levi Strauss de que “chegaríamos à barbárie sem conhecer a civilização”. Cenas como os 30 cadáveres ao sol no pátio do necrotério de Natal, onde os corpos são cortados com peixeiras, fazem nossa pele mais dura e o coração mais frio. Defeitos e doçuras do povo, que eram nossa marca, estão dando lugar a sentimentos inesperados, dores nunca antes sentidas. Quais são os sintomas mais visíveis desse trauma histórico?

Por exemplo, o conceito de solidariedade natural, quase “instintiva”, está acabando. Já há uma grande violência do povo contra si mesmo.

Garotos decapitam outros numa prisão, ônibus são queimados por nada, com os passageiros dentro, meninas em fogo, presos massacrados, crianças assassinadas por pais e mães, uma revolta sem rumo, um rancor geral contra tudo. O Brasil está com ódio de si mesmo. Cria-se um desespero de autodestruição, e o país começa a se atacar.

Outro nítido efeito na cabeça das pessoas é o fatalismo: “É assim mesmo, não tem jeito não”. O fatalismo é a aceitação da desgraça. E vêm a desesperança e a tristeza. O Brasil está triste e envergonhado.

Outro sintoma claro é que as instituições democráticas estão sem força, se desmoralizando, já que o próprio governo as desrespeita. Essa fragilização da democracia traz de volta um desejo de autoritarismo na base do “tem de botar para quebrar!”. Já vi muito chofer de táxi com saudades da ditadura.

A influência do petismo também recriou a cultura do maniqueísmo: o mal está sempre no outro. Alguém é culpado disso tudo, ou seja, a “média conservadora” e a oposição.

A ausência de uma política contra a violência e a ligação de muitos políticos com o tráfico estimulam a organização do crime, que comanda as cadeias e já demonstra uma busca explícita do horror. A crueldade é uma nova arte incorporada em nossas cabeças, por tudo que vemos no dia a dia dos jornais e TV. Ninguém mata mais sem tortura. O horror está ficando aceitável, potável.

O desgoverno, os crimes sem solução, a corrupção escancarada deixam de ser desvios da norma e vão criando uma nova cultura: a cultura da marginalidade, a “normalização” do crime.

Uma grande surpresa foi a condenação da Copa. Logo por nós, brasileiros boleiros. Recusaram o “pão e circo” que Dilma/Lula bolaram, gastando mais de R$ 30 bilhões em estádios para “impressionar os imperialistas” e bajular as massas. Pelo menos isso foi um aumento da consciência política.
Artistas e intelectuais não sabem o que pensar – como refletir sem uma ponta de esperança? Temos aí a “contemporaneidade” pessimista.

Cria-se uma indiferença progressiva e vontade de fuga. Nunca vi tanta gente falando em deixar o país e ir morar fora. As mutações mentais são visíveis: nos rostos tristes nos ônibus abarrotados, na rápida cachaça às 6h da manhã dos operários antes de enfrentar mais um dia de inferno, nos feios, nos obesos, no desânimo das pessoas nas ruas, no pessimismo como único assunto em mesas de bar.

Vimos em junho passado manifestações bacanas, mas sem rumo; contra o quê? Um mal-estar generalizado e sem clareza, logo escrachado pelos black blocks, a prova estúpida de nosso infantilismo político.

É difícil botar a pasta de dente para dentro do tubo. Há uma retroalimentação da esculhambação generalizada que vai destruindo as formas de combatê-la. Tecnicamente não estamos equipados para resolver as deformações que se acumulam como enchentes, como um rio sem foz.
E o pior é que, por trás da cultura do crime e da corrupção, consolida-se a cultura da mentira, do bolivarianismo, da preguiça incompetente e da irresponsabilidade pública. 

O Brasil está sofrendo uma mutação gravíssima, e nossas cabeças também. É preciso tirar do poder esses caras que se julgam os “sujeitos da história”. Até que são mesmo, só que de uma história suja e calamitosa.
 
 
Wikileaks vazou telegramasconfidenciais da diplomaciaamericana-Compraderefinaria PASADENA
 Está tudo documentado. A rigor nem necessitaria CPI.
 
Wikileaks - Representantes do governo americano debateram Pasadena com a então ministra Dilma pessoalmente

A informação está na página "Direto da Europa", do jornalista Jamil Chade, no Estadão Online.
 
O site Wikileaks vazou telegramas confidenciais da diplomacia americana que dão conta de que o governo dos Estados Unidos enviou missões ao Brasil para tratar, ora vejam!, da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. Um dos telegramas é explícito já desde o título: "A Aquisição pela Petrobras da Pasadena Refining Systems". Ele relata encontros havidos entre enviados da Casa Branca e representantes do governo brasileiro, inclusive, sim, Dilma Rousseff.
Esse telegrama tem a data de 12 de junho. Nessa data, metade da porcaria já estava feita. Não se esqueçam de que a compra de 50% da refinaria foi efetivada em fevereiro de 2006. Afinal, em 2005, a Petrobras já havia demonstrado interesse na aquisição de 70% da sucata, oferecendo nada menos de US$ 332,5 milhões por essa fatia. Naquele mesmo ano, os belgas haviam adquirido 100% do empreendimento por meros US$ 42,5 milhões. A proposta foi recusada. Em dezembro, a direção da Petrobras mandou bala: propôs US$ 359 milhões por apenas 50%. Ponderando tudo, no prazo de alguns meses, a estatal brasileira elevou a sua oferta em 50%.
A vinda desse telegrama à luz evidencia, mais uma vez, que Dilma sempre soube mais do que disse. Desde que estourou o escândalo, ela tenta se esconder no relatório omisso de Nestor Cerveró, que, de fato, omitiu as duas cláusulas problemáticas do contrato: a Marlim, por intermédio da qual a Petrobras garantia à Astra Oil uma rentabilidade de 6,9% ao ano independentemente das condições de mercado, e a "Put Option", que impunha à empresa brasileira a compra de 100% da refinaria em caso de desavença entre os sócios.
Alguém acredita que Dilma manteve reuniões com representantes da Casa Branca, em junho de 2006, sem conhecer plenamente as condições do contrato entre a Petrobras e a Astra Oil? Não se trata de ser maldoso, não é?, mas de lidar com informações objetivas. Não posso crer que Dilma, como chefe da Casa Civil, ignorasse o que estava em curso. Tratava-se, afinal, de uma reunião de representantes de um governo com representantes de outro.
Desde sempre, tenho insistido aqui, é bobagem evocar a responsabilidade da conselheira Dilma Rousseff. Para isso, eles têm uma desculpa verossímil. O que interessa é saber o que NÃO FEZ a então ministra e depois presidente Dilma Rousseff. Antes, era só uma questão de ilação lógica. Agora, não é mais. Agora, sabemos, está tudo documentado.
CPI? É pouco! Na letra da lei, Dilma merece ser processada por improbidade administrativa. Vamos ver o que diz o Artigo 10 da Lei 8.429:
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;
II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado;
V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado;
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente.
 Encerro
Se condenada, rende perda de mandato. 
Por Reinaldo Azevedo
 
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