Autoengano em um país sem rumo
 Fábio Pereira Ribeiro
“A sociedade não é mais protegida pelo Estado, ou pelo menos é pouco provável que confie na proteção oferecida por este”. (Zygmunt Bauman in Tempos Líquidos).

Já não é novidade, principalmente para um país sem rumo, sem uma liderança e infestado de políticos corruptos que só sustentam seus projetos de poder.

O Brasil assiste sua tragédia de forma passiva, quiçá em um estado lisérgico. Ou estamos alimentando um autoengano com os rumos do país, ou estamos drogados pela política corrupta que alimenta toda sociedade brasileira.

Mais uma agência de classificação rebaixa a nota do Brasil. A agência Fitch retirou o selo de “bom pagador”, assim diversos fundos internacionais de investimentos retirarão seus recursos do Brasil, isso não é o fim, mas confirma que o cenário para 2016 será pior, e com possíveis novos rebaixamentos, além do dólar americano bater a casa dos R$ 4,60.
 
Um país sem estratégia alguma, vivendo de ilusões partidárias, com um Estado inchado de “mamadores das contas públicas”, não é a toa que não conseguirá recuperar a curto prazo a sua verdadeira credibilidade.
Além de Cunha, a Presidente Dilma Rousseff poderia dar um passeio e fazer a fila andar, quem sabe assim recuperamos um pouco da credibilidade que perdemos. E nós, mortais que ainda acreditamos no Brasil, devemos parar de autoengano, devemos parar de acreditar que tivemos ganhos sociais, pois desde quando ganho social é andar de avião, ter um iPhone 6s Plus ou comprar uma calça jeans Diesel com o dinheiro do Bolsa Família? Precisamos de fato enxergar a realidade e defender o interesse real da Nação, pois o Estado já se confirmou falido e jogo de manobra para sustentar projetos de poder de partidos e pessoas.

Fábio Pereira Ribeiro é Diretor da RM Law & Business School
 

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