A VERDADE REVELADA (Artigo)
A mentira de pernas curtissimas agora descoberta.
A VERDADE REVELADA
(Osmar José de Barros Ribeiro, em 23 de maio de 2016)
Ao surgir, o Partido dos Trabalhadores representou, para muitos, a esperança de uma nova era na política, onde a ética seria a tônica e a preocupação com os pobres e os desvalidos, uma constante. Embalados pela demagogia de um líder surgido das lutas sindicais, a maioria dos eleitores brasileiros esqueceu a origem das correntes formadoras do partido e, tendo a esperança de novos tempos vencido o medo do desconhecido, deu-lhe voto e poder. E o PT cresceu, elegeu parlamentares, presidentes e, ao final, considerava ter condições de tornar-se hegemônico.
 E assim foi por longos treze anos. Enquanto a propaganda martelava, dia após dia, que nunca antes nesse País fora conseguido isso e aquilo, o prestígio do guru petista crescia e sua fama, transbordando as fronteiras nacionais, levava-o a ser visto como “o cara” até pelo presidente da maior democracia mundial.
Porém, nos bastidores, era tramada a subordinação do País a uma entidade espúria, de caráter internacionalista, sob a égide do Partido Comunista Cubano, o Foro de São Paulo, empenhado em transformar as Américas Central e do Sul em território dominado pela ideologia comunista. Contando com o petróleo venezuelano a preços subsidiados e empréstimos brasileiros a juros de pai para filho, foram eleitos governos de esquerda em um bom número de países. Tais empréstimos, sabemos hoje, comportavam “pixulecos” para os partidos da chamada base aliada, além de enriquecer seus próceres e os donos daquelas empresas escolhidas para se tornarem “campeãs nacionais”.
Para tornar legal o Foro de São Paulo, foi criada a União das Nações Sul Americanas (UNASUL). Estava em marcha batida a transformação da América Ibérica em um bloco comunista.  Mas não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe. E um belo dia, partindo da investigação sobre um doleiro em Brasília, eclodiu a Operação Lava Jato. A ação destemida de um juiz de primeira instância, coadjuvado por equipes de procuradores e de policiais federais, fez ruir o castelo de cartas tão cuidadosamente montado. E na esteira das revelações, foi sendo desnudado o assalto às instituições promovido pelo PT e seus asseclas de vários partidos.
Em tal quadro, de pouco valeram o aparelhamento da administração pública, as alianças com governantes de esquerda ao redor do globo, a destruição da economia na busca do poder, os favores feitos às nações “bolivarianas” ou o apoio dos supostos movimentos sociais, pois o povo, independentemente de partido, classe social ou cor da pele, foi às ruas nos grandes, médios e pequenos centros urbanos, exigindo a saída da quadrilha que se assenhoreara do poder.
Sobreveio o impedimento de uma presidente cuja ideologia explica, sem sombra de dúvida, todas as ações, dela e do seu antecessor, objetivando transformar o Estado em senhor absoluto da Nação. Constitucionalmente substituída, busca ainda e por todos os meios recuperar um poder que usou de forma indevida e ao arrepio dos princípios democráticos.
Hoje, a direção do PT lamenta, entre outras “falhas”, a não modificação dos currículos das academias militares e a não promoção de oficiais “com compromisso democrático e nacionalista”, um insulto às Forças Armadas, pois poria em dúvida a formação e o compromisso dos militares para com a Nação.
Foram treze longos e sofridos anos mas a verdade foi, finalmente, revelada.
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