Ao perdedor, as propinas
 Por Rodolfo Amstalden
Já ouvíramos falar do Capitalismo de Compadrio.

Gustavo Franco preferia chamar, simplesmente, de Capitalismo de Quadrilha.
Não se tratava meramente de intervencionismo estatal.
Boa parte do intervencionismo foi privada, exercida pela quadrilha de Lula.
Agora, damos um passo adiante na taxonomia da corrupção brasileira.
Em sua apresentação histórica, Deltan Dallagnol classificou precisamente aquilo que conheceremos como a Propinocracia.
Na regra de conversão da Propinocracia, 6 bilhões de reais em propinas no Petrolão viram 42 bilhões de reais em prejuízos para a sociedade.
A rigor, o Mensalão e o Petrolão marcaram apenas casos específicos de uma mesma Propinocracia.
Deltan demonstrou também que Lula foi o principal beneficiado, quase a ponto de não conseguirmos mais neutralizá-lo.
Ele se tornou politicamente forte, mantendo e ampliando sua base aliada.
Tornou-se economicamente forte, ganhando eleições sistematicamente.
Ao mesmo tempo, sucumbiu às tentações do enriquecimento pessoal ilícito.
Feito de propinas, quadrilhas ou compadrios, o capitalismo ainda é e sempre será capitalista - aí está sua capacidade de se reciclar, desafiando mesmo os comandantes máximos da corrupção.
 

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