Salve - se quem puder e que Deus nos ajude
 Marco Antonio dos Santos

Empresário e professor

Crises institucionais graves,  como a que acomete o país, na falta de lideranças que lhes deem encaminhamento ético, legal, aceitável e possível, conduzem, invariavelmente, ao processo de salve-se quem puder. Também conhecido como caos!

A história é farta de exemplos. Nem sempre bons exemplos.

Nelas, instituições, organizações e indivíduos entram em outros processos, segmentados, de destruição mútuos e de autofagia, devorando a si próprios, tentando impor poder (de que muitas vezes não dispõem), sobreviver ou até mesmo aproveitar a oportunidade para "se dar bem". Afinal, nem tudo é ruim para todo mundo.

Pois é  isso que a sociedade está vivenciando.

Boa parte dela sem entender o que ocorre e o risco presente.

Os 3  Poderes, sustentáculos da Democracia não estão a funcionar harmonicamente; políticos que respondem dezenas  de processos discursando cinicamente, outros nomeados ministros, negando evidências; grupos defendendo interesses comezinhos, indivíduos e instituições tentando salvar o que restou da própria pele.

Atores envolvidos ou não diretamente na crise, aplicam a leitura que convém da lei,  avaliam que podem executar ações endógenas sem considerar o contexto nacional, pressionam por aumentos salariais de acordo com parâmetros  impossíveis de atendimento, e por aí vão no caminho da destruição ou do agravamento da crise, cujo fim é cada vez mais imprevisível.

Fácil perceber que o salve-se quem puder está em vigor como lei maior no Brasil. Que Deus nos ajude!

 

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