Antonio Gramsci (1891-1937)

Intelectual italiano e um dos fundadores do Partido Comunista Italiano (PCI) em 1921, percebeu que a implantação do comunismo nos países do Ocidente não deveria seguir o modelo russo (LENIN) do uso da violência para conquistar ou tomar o Estado, mas, sim, ao contrário, primeiro conquistar o Estado e depois, então, a aplicação da violência para finalizar o processo.

Nessa concepção, destaca-se o valor atribuído ao seu entendimento de Sociedade Civil como sendo o espaço social onde deve ocorrer a luta pela hegemonia, para que a classe subalterna passe a ser a Classe Dirigente.

Um grupo social da classe dirigente, assumindo o controle da Sociedade Política (Estado), permite que o Partido da Classe Dirigente seja posicionado acima do Estado.

A manobra simples, lenta e gradual utiliza-se dos instrumentos legais e políticos da democracia para, de forma pacífica e sorrateira, minar e enfraquecer as principais trincheiras democráticas: Executivo, Legislativo, Judiciário, Forças Armadas, Religião e Família.

Usando a propaganda subliminar, o populismo e a demagogia, as consciências são entorpecidas e é criada a sociedade massificada para a luta pela hegemonia.

O envolvimento estratégico também é simples e eficaz, conduzindo o processo em três fases:

- na primeira, organiza o Partido das Classes Subalternas e luta pela ampliação das franquias democráticas para facilitar a ação política, explorando as deficiências e vulnerabilidades do governo;
- na segunda, luta pela hegemonia das classes subalternas, criando as condições para a tomada do Poder;
- na terceira fase, toma o Poder, impondo novos valores e princípios através de uma nova ordem.

O “socialismo pacífico” é a etapa intermediária para o “socialismo marxista”, o marxismo-leninismo, o comunismo...
Preso em 1926, escreveu na prisão “Cadernos do Cárcere”, contendo o seu pensamento sobre a tomada do Poder de forma pacífica e gradual. Foi libertado pouco antes de morrer, em 1937.
O gramscismo contagiou países da Europa e, hoje, está transbordando na América do Sul.

A PENETRAÇÃO GRAMSCISTA NO BRASIL FINALIDADE

Criar as melhores condições para transformar o Brasil em uma República Socialista sob a inspiração de Antônio Gramsci.

OBJETIVOS
Obter a hegemonia na sociedade civil.
Obter a hegemonia na sociedade política (Estado)
Estabelecer o domínio do intelectual coletivo (Partido-Classe).
Silenciar os intelectuais independentes.

MÉTODO

Realizar a transformação intelectual e moral da sociedade pelo abandono de suas tradições, usos e costumes, mudando valores culturais de forma progressiva e contínua, introduzindo novos conceitos que, absorvidos pelas pessoas, criam o “senso comum modificado”, gerando uma consciência homogênea construída com sutileza e sem aparente conteúdo ideológico, buscando a identificação com os anseios e necessidades não atendidas pelo poder público.
Assim é estabelecido o desejo de mudança em direção a um mundo novo, com a sociedade controlada através dos mecanismos de uma “democracia popular”, onde os pensadores livres, temendo o rótulo de retrógrados ou alienados, se submetem a uma prisão sem grades, calando a voz de divergência existente dentro de si e se deixam, assim, vencer pelo “senso comum modificado”. Este prossegue intoxicando a sociedade, sob a égide do Estado, usado para reduzir e suprimir a capacidade de reação individual e coletiva.

Nesse momento, está construída a base para a “tomada do Poder” e conseqüente implantação do Estado Socialista.

AÇÕES QUE ENFRAQUECEM TRINCHEIRAS DA DEMOCRACIA
I. PARTIDOS POLÍTICOS

Estimular o número elevado de partidos para enfraquecer a oposição e facilitar a tática de “aliança”, favorecendo o “Partido Classe”.

Manter a regionalização dos partidos; o controle por caciques ou oligarquias regionais afeta a unidade nacional, favorecendo o enfraquecimento dos partidos políticos de oposição e favorecendo o “Partido-Classe”, que possui “unidade de comando”.

Admitir a pluralidade de esquerda para ser bem explorada pelo “Partido-Classe” por tempo determinado.

Esvaziar as poucas lideranças da oposição através de patrulhamento e ataque (dossiê) direto ou indireto (parentes).
Criar fatos novos para o esquecimento das mazelas de militantes do “Partido-Classe” e aliados.

Afastar ou mudar de cargo o militante com erro focado pela mídia de oposição, para a sua proteção e do “Partido-Classe”.
Usar a “mídia da situação” para silenciar as mazelas dos militantes do “Partido=Classe”.

Infiltrar militantes nos outros partidos para obter o seu controle e esvaziar os líderes de oposição, os neutros e os que não são adeptos do “Partido-Classe”.

II. EXECUTIVO
Criar aparelhos governamentais de coerção.
Distribuir cargos em órgãos e empresas públicas para militantes do Partido-Classe e seus aliados, em todos os níveis da administração (federal, estadual e municipal), (aparelhar o Estado).

Criar uma estrutura policial que possa ser transformada em Guarda Nacional ou Guarda Pessoal ou em Polícia Política (Polícia Federal, Força Nacional) para emprego imediato, quando chegar o momento oportuno.
Ampliar o “curral eleitoral” usando o assistencialismo como fim e não como meio, mantendo o benefício por tempo indeterminado.

Manter o “curral eleitoral” através de um sistema de ensino, controlando o baixo nível de aprendizagem e desenvolvimento da inteligência.
Silenciar a imprensa através de emprego da verba pública destinada à propaganda, mantendo a população sem informação correta.

Neutralizar políticos de oposição e aliados através de distribuição de dinheiro, cargo público ou qualquer outro tipo de benefício pessoal ou familiar.
Criar ou fortalecer um organismo sul-americano para diminuir a importância da OEA (EUA).

Participar de um bloco sul-americano de repúblicas socialistas democráticas.
Facilitar a penetração cultural e a projeção dos intelectuais orgânicos.
Denegrir heróis nacionais.

Enaltecer militantes da ideologia marxista.
Desmerecer fatos e vultos marcantes da História Nacional.
Impedir a tomada da Consciência Nacional.
Entorpecer a Vontade Nacional.
Eliminar valores do processo histórico-cultural nacional.
Mudar usos e costumes.
Enfraquecer o moral nacional.
Mudar traços da identidade nacional.
Mudar valores e princípios ético-morais.
Enfraquecer a família.
Enfraquecer a coesão-nacional.
Lançar a discórdia no seio da população.
Desviar o foco dos debates em torno de questões relevantes em áreas estratégicas (saúde, educação, segurança, defesa, etc), isentando o Governo de responsabilidade pelas deficiências e vulnerabilidades.
Estabelecer um poder paralelo ao do Estado (Conselho de Política Externa, Comissão de Direitos Humanos, etc).
Alimentar as ONGs com o dinheiro público e estimular outras para atuarem na sociedade civil, apoiando direta ou indiretamente a luta pela sua hegemonia.

III. LEGISLATIVO
Eleger militantes do Partido-Classe.
Unir temporariamente os partidos de mesma ideologia.
Fazer alianças com partidos de ideologia oposta.
Desmoralizar o Legislativo, mantendo privilégios, barganhas e a falta de espírito público.

Criar leis para dar o respaldo às mudanças de usos, costumes e valores da nacionalidade brasileira.
Obter o controle do Legislativo para conquistar o domínio da sociedade política ( Estado), através do Partido-Classe.
Enfraquecer o Legislativo como fiscal do Executivo.
Submeter o Estado ao controle do Partido-Classe.

IV. JUDICIÁRIO
Retardar ou impedir a modernização da estrutura do judiciário.
Retardar ou impedir o aperfeiçoamento do funcionamento do judiciário.
Estimular o corporativismo extremado na magistratura.
Manter o magistrado afastado do povo e das suas necessidades.
Difundir na sociedade civil as ideias de parcialidade, ineficiência e improbidade do judiciário.

Desacreditar o judiciário perante as classes subalternas, explorando a lentidão funcional e a corrupção e privilégios dos magistrados como funcionários públicos .
Aparelhar o judiciário.

V. ESCOLA
Usar as universidades como refúgio ideológico.
Buscar a hegemonia nos meios intelectuais.
Construir nova massa de manobra, usando as universidades, a mídia e as editoras.
Criar a geração revolucionaria nas escolas do ensino médio.
Usar professores da nova massa de manobra no ensino básico (fundamental e médio).

Fortalecer o controle do sistema de ensino que não ensina a pensar, através do mec.
Apagar a memória do povo reescrevendo a história do Brasil para fatos e vultos nacionais relevantes.
Mudar valores e princípios ético-morais (professores homossexuais no ensino médio e fundamental, alterando a estrutura familiar).

Enfraquecer a vontade nacional.
Transformar a consciência nacional em consciência do partido político.
Controlar escolas e universidades particulares através de sindicatos e com uma reforma universitária.

VI. FORÇAS ARMADAS
Enfraquecer a união dos militares, afastando os militares da ativa dos militares inativos.

Enfraquecer o “espírito de corpo”, separando os oficiais generais da tropa.
Introduzir, a curto prazo, o uso de drogas entre os militares.
Disseminar, a médio prazo, o homossexualismo entre os militares.
Preparar, a longo prazo, as gerações de chefes militares que servirão ao governo, e não à pátria, modificando a grade curricular das escolas de formação.
Enfraquecer a credibilidade e a confiança da população nas forças armadas.
Desestimular profissionalmente os militares que servem à pátria e não ao governo.
Criar o ambiente em que os oficiais terão apenas a visão da expressão militar e não de todo o poder nacional.

Enfraquecer o “espírito combativo”, de fundamental importância no confronto bélico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O pensamento de Gramsci está sendo aplicado de forma dissimulada e protegida pelas franquias da democracia, tornando difícil a sua identificação.
Conhecendo o pensamento de Gramsci, as técnicas para a sua aplicação, e com uma análise paciente e detalhada da conjuntura nacional, chega a ser surpreendente a infiltração do marxismo–gramscismo na sociedade brasileira.
Encontrando Gramsci, a decisão sobre o que e como fazer é do descobridor. 
Já é hora de deixarem de lutar por ideologias importadas, inadequadas às características do brasileiro, que atendem a interesses estrangeiros ao dificultarem o progresso do nosso país.

 
 

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