Temer vai para o G20 e Planalto atua para conter perda de apoio

O presidente embarcou para a Alemanha, onde participará do G20, em meio a incertezas crescentes na Câmara sobre a votação da denúncia por corrupção passiva apresentada pela PGR contra ele.
 

A estratégia do Planalto é conter um movimento pró-denúncia que ganhou força na CCJ nos últimos dois dias depois da escolha do relator do caso, Sergio Zveiter (PMDB-RJ). Foi negado, por exemplo, o pedido para a comissão ouvir o procurador-geral, Rodrigo Janot. O relatório de Zveiter deve ser lido na segunda (10), mas a votação tende a ser concluída no fim da próxima semana ou somente na seguinte. 
O presidente criticou nesta quinta autoridades que acreditam ser iluminadas por uma "centelha divina". O peemedebista afirmou que tentar abalar o equilíbrio entre as instituições federais é um "crime" cometido por pessoas que pensam apenas em seus interesses pessoais ou funcionais.

LEANDRO COLON
Diretor da Sucursal de Brasília
Geddel na Papuda

O juiz Vallisney Oliveira decidiu manter a prisão do ex-ministro. Vídeo da audiência mostra que Geddel chorou no final e disse ter "crença inabalável, convicção" de que não tomou nenhuma atitude que pudesse ser considerada obstrução da Justiça.

Longe da cassação

O Conselho de Ética do Senado arquivou a representação contra Aécio Neves (PSDB-MG) por quebra de decoro. Por 11 votos a 4, o colegiado rejeitou um recurso protocolado no dia 27 de junho. Com isso, o caso foi arquivado em definitivo.

Novo Fies

O governo lançou as novas regras do programa federal de financiamento estudantil. Elas entram em vigor em 2018. Foram anunciadas 310 mil vagas para 2018, no novo modelo, além de 75 mil vagas no segundo semestre deste ano, com as regras atuais.

COM A PALAVRA BELA MEGALE


Repórter da Sucursal de Brasília
Cunha busca fechar delação "casada" com a de Funaro
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, preso há oito meses, está trabalhando em uma proposta de delação premiada "casada" com a do doleiro e operador do PMDB Lúcio Funaro.
 

A decisão de delatar veio depois que Funaro bateu o martelo de que tentaria fazer o acordo. Pessoas próximas a Cunha relataram que ele se viu sem saída, já que o operador iria esvaziar suas chances de delação, além de tornar a sua libertação ainda mais difícil. Envolvidos nas negociações afirmaram que o ex-deputado nunca esteve tão perto de um acordo. 

Para cuidar da negociação de sua delação, o político contratou o advogado Délio Lins, o mesmo que fez o acordo de delação do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa, do mesmo partido de Cunha, o PMDB.