O Jornalista Ricardo Boechart

O jornalista Ricardo Boechart, por razões pessoais, tem uma certa animosidade para com os militares, isso fica evidenciado em seus comentários jornalísticos, culminando com um desabafo feito, quando comentou sobre palestra realizado pelo General Antonio Hamilton Mourão; mesmo sem ter conhecimento do que fora dito, pelo referido militar, simplesmente baseado em comentários (fofocas), desandou a considerar que os militares – todos – deveriam fazer alguma coisa útil e não ficar procurando chifre em cabeça de cavalo (não foram exatamente estas palavras, mas o sentido era esse)
Prezado colega, boechart – também sou jornalista – entrei no exército como soldado em um batalhão ferroviário, encarregado da construção do Tronco Principal Sul, carreguei trilhos, nas costas, troquei dormentes, passei noites acordado, rastejei, entrei em câmara de gás, aprendi a atirar, mas principalmente, aprendi a amar este País, em que nasci, filho de pai salário mínimo, tendo ficado órfão de mãe aos 7 anos de vida, passei necessidades; sendo que o exército me deu oportunidade em estudar e crescer na vida.
Casei com uma mulher maravilhosa, que sofreu junto a mim pelas ausências próprias de nossa atividade profissional; cuidou de nossos 3 filhos, enquanto eu trabalhava e estudava, de um soldado que incorporou ao exército, tendo somente o 3º ano primário, hoje, como jornalista, radialista, bacharel em Ciências Sociais e professor de educação física, conseguido com muito esforço, mas o que mais me orgulha é de ter sido sargento do Exército Brasileiro e aprendido que todos temos chances de crescer.
Você sabe muito bem que em 1964 não foi implantado ditadura, mas sim um governo de exceção, que se fazia necessário; sabe também que foi justamente nesse período que alguém nascido na Argentina, veio para o Brasil e teve a chance de estudar e tornar-se um dos jornalistas mais respeitados do Brasil, assim como sabe que as prisões que houveram, com as denunciadas “torturas”, foram uma respostas aos assaltos e atos que atentavam contra a ordem pública. 
Enfim, passe alguns meses em uma unidade militar – não precisa ser na Amazônia, ou no inverno do Rio Grande do Sul, pode ser ai no Rio ou São Paulo, para não ter que se afastar da família, fazendo somente o treinamento obrigatório ao todo recruta no período de adaptação, para só então, falar mal dos catadores de coquinhos, conforme sugeriu que o referido General fosse fazer.
Sub tenente Ref Ruy Telles em cujo carro ostenta, permanentemente a bandeira do Brasil e que tem a bandeira Nacional hasteada a entrada de sua casa, todos os dias do ano, por todos os anos

 

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