A história política do Brasil por quem viveu e vivenciou estes últimos anos de PT e Lula

" Eu não sou famosa como o Gregório Duvivier. Mas vivemos em um país livre, então também vou contar uma coisa sobre o PT.

Mas primeiro um pequeno prólogo:

-As apelidadas “provas circunstanciais” condenaram o goleiro Bruno, o casal Nardoni, e Fernandinho beiramar, ou seja, nenhum deles foi flagrado cometendo ou encomendando o crime, e o traficante nunca foi flagrado com um papelote de cocaína sequer.

Mas quando é com um tal político, até os seus eleitores mais letrados preferem inocentar o político e condenar as provas circunstanciais. Conclui-se então pela “lógica” deles, que na próxima quarta feira a justiça tem que inocentar e soltar os assassinos, o traficante, e o tal político.

Bem, agora sim, o que eu quero contar:

*Isso é para a turminha jovem que ainda não tinha nascido, ou que ainda estava usando fralda.

Pois é, eu, Rosana, fui militante do Lula há mil anos atrás nos meus tempos de faculdade, antes e depois da fundação do PT. Anos 80. Ditadura militar. Eu morava em São Paulo, participava de passeatas em São Bernardo do Campo, e votei muito no Lula para deputado federal, e no Jacó Bittar para estadual. O meu sonho na época era namorar o Aloísio Mercadante, que na época era o bonitão da turma do Lula. E obviamente eu era fã do fundador do comunismo Karl Marx, e do Fidel Castro de Cuba, do Mao Tsé Tung da China, e do Leonid Brezhnev da URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Meu pai ficava deseperado vendo no SPTV o helicóptero do DOPS que sobrevoava as nossas passeatas para escolher quem seria preso.

Quando a câmera da Globo me focalizava então, a úlcera gástrica dele gritava. Ele tinha trauma, pois nós tinhamos morado em Brasília nos 9 primeiros anos da Ditadura, os Anos de Chumbo, e meu pai trabalhava dentro do Palácio do Planalto. Ele viu muita gente desaparecer.

Ele casou e se mudou para Brasíla no governo Juscelino Kubitcheck, bem antes da ditadura.

Eu e meu irmão nascemos e fomos criados lá.

O Tancredo Neves era amigo do meu avô em São João del Rei, e quando se tornou Primeiro Ministro (sim, o Brasil teve 2 anos de Parlamentarismo antes da volta do Presidente comunista João Goulart (Jango) ao poder, que foi o que desencadeou o golpe militar), tirou o meu pai do Banco do Brasil para ser seu assessor pessoal no Palácio do Planalto. Depois, na volta do Jango, ele manteve o meu pai pela competência e experiência do meu pai, e aí vieram os militares, e o presidente general Castelo Branco impediu que o meu pai saísse do Palácio.

Eu e meu irmão crescemos voando no avião da Presidência e frequentando os palácios do Planalto e da Alvorada nas festas e nas campanhas de vacinação. E em casa crescemos ouvindo a nossa mãe nos explicando tudo sobre política, para entendermos o porque do nosso pai viver nervoso, e o porque do eventual desaparecimento de um pai de algum amiguinho nosso, e o motivo de eventualmente o nosso telefone fazer um barulho estranho (grampeado), e o porque de as vezes o Palácio designar o “Cebola” para ser nosso chofer (para vigiar o meu pai). Coitado do meu pai, ele nem era esquerdista.

Era um liberal como o Tancredo.

Os militares nem imaginavam, mas a esquerdista era a minha mãe.

Voltemos então para a minha “militância”. Ao contrário do meu pai, a minha mãe adorava ter uma filha engajada e vigiada pelo DOPS, o Departamento de Ordem Política e Social, que era a delegacia de repressão (onde se destacou a mão pesada do coronel Erasmo Dias), ligada ao SNI, o Serviço Nacional de Informacão, chefiado pelo general Golbery do Couto e Silva. Os famosos “porões da ditadura” eram no subsolo das delegacias do DOPS, onde aconteciam os interrogatórios e as torturas. Claro que nunca me prenderam, eu não era relevante, e talvez por isso eu tenha demorado para acordar para a realidade do PT.

Sim, porque acontecia uma coisa muito estranha: o Lula era preso toda hora, mas nunca era torturado. A verdade é que ele dedurava todo mundo, depois era solto e voltava ileso pra casa.

Parei de votar no PT nos anos 90, quando percebi que o Lula não argumentava mais, e estava se tornando cada dia mais agressivo, debochado e prepotente nos debates. Estranhei o exagero. E comecei a cair real que nos países comunistas que eu adorava, os jovens não tinham liberdade para nada, eram praticamente bonecos teleguiados, tv estatal, proibição de sair do país, etc. Fora essa queda pelas manifestações, eu era quietinha, baladeira sim mas comportada, e tinha sido criada com muita liberdade desde os 14 anos.

Eu tinha acabado de me dar conta que vivia numa ditadura de direita, e que os países comunistas que eu tanto admirava eram na verdade ditaduras também, mas de esquerda.

Comentei com o meu pai, e ele respondeu: “
- É exatamente isso que há anos eu venho tentando enfiar na sua cabeça e na da sua mãe. Extremismo não liberta. O mundo precisa de governos liberais e equilibrados.

Isso sim é liberdade, respeito e prosperidade. Agora vamos ver se você vai convencer a sua mãe.

Consegui rapidamente, porque a minha mãe enxergou a mesma coisa que eu.

Agora voltemos ao meu “divórcio” do PT.

Parei de acreditar no PT definitivamente a partir de 2001, quando Lula passou a comandar obstinadamente no Congresso Nacional, votações nas bancadas de esquerda, CONTRA TODOS OS PROGRAMAS SOCIAIS que Fernando Henrique Cardoso tinha acabado de regulamentar, e estavam em votação na Câmara. Os programas eram liderados pela esposa dele, Ruth Cardoso.

Eram eles: 
- BOLSA-ESCOLA em 2001
- AUXÍLIO-GÁS e CARTÃO-ALIMENTAÇÃO em 2002.

Na época eu pensei: “Peraí! O PT socialista tentando destruir programas sociais?!?!?! Como assim!!!!” Que decepcão.

Pois é, Lula tinha se transformado num franco atirador. O PT era uma oposicão cega e predadora, totalmente irracional, e liderava as bancadas de esquerda no Congresso, como lidera até hoje.

Felizmente Lula não conseguiu votos suficientes contra os programas, e FHC os implantou, passando a beneficiar imediatamente 5 milhões de famílias, e em 2003 continuaria a expansão gradativa e bem planejada.

É isso, Lula fez campanha em massa contra esses programas sociais, antes, durante e depois da implantação deles.

Ali o Lula, o PT e a esquerda morreram pra mim.

Lula foi eleito presidente no final de 2002, e sua maior plataforma durante a campanha eleitoral foi exatamente gravar vídeos criticando esses programas sociais, chamando-os de eleitoreiros que visavam votos de cabresto dos brasileiros pobres.

E então, voltei o filme, e lembrei que Lula tinha feito campanha contra o Plano Real em 1994, quase 10 anos antes. Era o plano econômico criado por FHC quando era ministro da fazenda do presidente Itamar Franco, para reverter a hiperinflação e dar poder de compra para as famílias de baixa renda.

Naquela época a oposição do Lula não funcionou. O Plano Real foi um sucesso, surgiram parabólicas em todos os telhados humildes, assim como os microondas e os videocassetes na vida dos brasileiros pobres. A classe média baixa colocou os filhos na escola particular, comprou carro, e começou a viajar de avião inclusive para o exterior, porque durante vários anos o dólar valeu menos do que o Real, e mesmo quando o Real desvalorizou, durante muitos anos 1 dólar ainda equivalia a 1 Real e 25 centavos.

Foi quando se proliferaram pelo País milhares de lojas “Tudo Por 1 Real”, vendendo miudezas importadas para todos os brasileiros de todas as classes sociais.

Nessa onda chegaram os carros importados Honda, Toyota, Mitsubishi, Hyundai, Kia, Renault, Pegeout e Citroën, e a classe média descobriu que por causa do plano real podia comprá-los, usufruindo assim da segurança dos airbags e dos freios abs que salvavam vidas. Da mesma forma, hospitais do SUS puderam importar densitômetros, ultrassonógrafos, tomógrafos, e próteses cirúrgicas. Tudo isso aconteceu nos anos 90, do fim do governo Itamar Franco, até o fim do governo FHC.

Pois bem, voltando à eleição de Lula presidente no final de 2002, LEVEI OUTRO SUSTO: Nos primeiros dias de seu mandato no início de 2003, Lula lança o BOLSA-FAMÍLIA, e com a cara mais lavada DIZ EM REDE NACIONAL QUE FOI CRIAÇÃO DELE.
Como assim! Ele mesmo tinha acabado de passar por uma campanha eleitoral destruindo o FHC, acusando de eleitoreiros esse tipo de programas sociais!????

Assustada eu confirmei a minha suspeita: Lula na verdade era um político que queria o poder a qualquer custo, e cuja arma era destruir todas as iniciativas sociais dos adversários, denegrí-los por isso, eleger-se, e imediatamente apropriar-se das mesmas iniciativas sociais, que ele mesmo considerava votos de cabresto.

Ali eu passei a desprezar a baixeza do Lula e do PT.

Em 2005, BOMBA! Explode o escândalo do mensalão. O Governo Lula usando dinheiro público para pagar propinas de 7 milhões mensais para comprar líderes da oposição.

Ali eu senti alívio e orgulho por ter depertado e conseguido sair do PT anos antes desse vexame criminoso.

De repente, em pleno lamaçal das investigações e prisões do mensalão, Lula desesperado contrata o baiano Duda Mendonça, um dos mais premiados publicitários do mundo (ganhador de vários Clios e festivais de publicidade de Cannes), e rapidamente lança na TV a caríssima campanha “SOU BRASILEIRO E NÃO DESISTO NUNCA”, com vídeos emocionantes que mostravam os ídolos Ayrton Senna e Ronaldo Fenômeno vencendo imensos obstáculos em suas carreiras. O governo federal gastou quase 1 bilhão de reais numa campanha que ocupou todos os horários de todos os canais durante 2 meses.

Eu, formada em propaganda e marketing (portanto treinada para ser crítica e imune a todo e qualquer tipo de propaganda), parei de respirar, chocada ao ver que o Brasil inteiro estava hipnotizado por aqueles comerciais, sem perceber que esses filmezinhos estavam tentando minimizar a importância do mensalão para transformar o PT em vítima, como se estivesse semdo injustamente

Fiquei pasma:
Lula tinha acabado de promover no Brasil a primeira tentativa de lavagem cerebral em massa da nossa história.

Um crime, uma campanha com mensagem SUB-LIMINAR, única técnica proibida por todos os CONSELHOS DE ÉTICA E AUTOREGULAMENTAÇÃO PUBLICITÁRIA do mundo inteiro, exatamente porque essa técnica atinge covardemente o público-alvo no seu sub-consciente, e o desarma completamente, impedindo-o de perceber a real intenção da mensagem, e consequentemente evitando que ele reaja contra a mensagem.

Ali eu já estava com “medo” do PT e do Lula.

Pois Duda Mendonça estava atacando com uma “arma nuclear” psicológica.

Adolf Hitler tinha sido o primeiro a usar mensagens subliminares. Por isso essa técnica foi banida do meio publicitário mundial. Mas infelizmente ainda é usada por governos totalitários (ditaduras) de direita e esquerda, principalmente em alguns países da Ásia e do Oriente Médio. Na América Latina foi usada em Cuba de Fidel (esquerda) e na Argentina de Perón (direita).

Recentemente foi usada ativamente na Venezuela de Hugo Chaves (esquerda), e na Colômbia pelo cartel de Medellin, na época em que o traficante Pablo Escobar foi deputado federal, e planejava ser presidente.

No Brasil funcionou. Lula foi reeleito em 2006, no auge do escândalo do mensalão.

Ali eu e milhares de pessoas percebemos que Lula tinha sido transformado em uma divindade fake e blindada pelo PT, para garantir a sobrevivência do partido que estava mergulhado na corrupção. Tudo orquestrado minuciosamente pelo genial Duda Mendonça, que estava fazendo jus aos seus honorários milionários.

Quando Duda Mendonça foi preso, o PT contratou João Santana, outro gênio publicitário baiano tão mundialmente premiado quanto Duda.

Em 2007, Jogos Panamericanos do Rio. Atletas cubanos fugiram da delegação no meio da noite, e quando foram encontrados pela polícia, pediram asilo ao governo brasileiro. Lula, cruelmente mandou prendê-los e imediatamente os deportou de avião de volta para Cuba. O Brasil inteiro se revoltou com a atitude horrível e até criminosa do Lula.

Que maldade, coitadinhos... Sofreram punição cruel nas mãos do ditador Fidel Castro quando chegaram lá.

Naquele dia eu tive ódio do Lula.

Em 2013 explode outro escândalo do PT, o petrolão.

O país inteiro foi às ruas. Mas João Santana genialmente NEUTRALIZOU AS PASSEATAS DE 2013 que pareciam ter acabado com Dilma e PT, e conseguiu reeleger Dilma no ano seguinte, após orquestrar a maquiagem nas contas públicas que esconderam a crise que iria explodir logo depois das eleições, desempregando de cara 12 milhões de pessoas. Por ordem de Lula e Marcelo Odebrecht, a essas alturas João Santana, embora continuasse marketeiro do PT, foi “exportado”, passando a ser também o marqueteiro de quase todos governos de países socialistas parceiros de Lula.

Mas a Lava Jato finalmente prendeu João Santana e toda a galera do petrolão que não tinha Foro Privilegiado, MENOS O LULA blindado.

E ali eu já estava com nojo do Lula e do PT.

Com o Sergio Moro fungando no seu cangote, o PT ficou então sem poder movimentar dinheiro para comprar políticos, e para pagar outro marqueteiro genial para manipular a opinião pública.

E aí o PT começou a desmoronar.

Primeiro caiu a Dilma.

E agora caiu o Lula.

O mal do Lula foi não se contentar só com o Brasil. 
Sua megalomania revelada no Foro de São Paulo para criar um bloco socialista igual à antiga União Soviética na américa latina, do qual ele seria o presidente, o levou a mergulhar na corrupção em busca dos bilhões de dólares necessários para comprar apoio de países para conseguir concretizar esse ambicioso projeto.

Uma pena, porque se o PT tivesse focado só no Brasil, mesmo com a velha corrupção existente ele teria verba suficiente para investir pesado em educação e saúde, e teria evitado o boom do tráfico de drogas, e da crise de segurança. Até a reforma agrária teria sido abraçada pelos ruralistas, se Lula tivesse se concentrado apenas à questões nacionais, e não ao surreal foro de SP. 
Lula poderia ter sido o melhor presidente da nossa história.

Mas, ele queria ser o presidente da “União das Repúblicas Socialistas da América Latina.

Quando eu lembro dessa megalomania patológica do PT e do Lula, chego a achar que o Fidel e o Hugo Chaves eram até humildezinhos.

Na semana passada, o Sergio Moro decretou a prisão do Lula. O PT fez dois dias de circo midiático para fingir para os seus militantes que o deus Lula estava sendo preso como perseguido político, e acho que os convenceu. Showmissa, discurso populista, xingamentos ao poder judiciário e incitamento ao ódio e à rebelião à moda PT.

O PT é especialista nisso, conhece como ninguem o emocional dos seus eleitores.

Mas sozinho na sua cela em Curitiba, sem o séquito de políticos interesseiros que alimentam a sua fantasia de líder imortal, Lula sabe muito bem que não é um preso político perseguido.

No silêncio daquela sala de 15 metros quadrados, Lula sabe que na verdade foi preso como reles ladrão de dinheiro público, e que há mais 6 processos contra ele, cujas penas somam mais de 100 anos de prisão, se for condenado novamente.

Na solidão da cela de Curitiba, Lula sabe que não é Jesus Cristo e nem Nelson Mandela, pois ambos foram honestos e pregaram a união e a paz.

Preso e sozinho, Lula dorme e acorda todos os dias sabendo que na verdade é apenas um bandido preso por corrupcão, mas que finge que é prisioneiro politico para que os militantes votem no PT em outubro de 2018. E vão votar.

Eu, Rosana, sou uma ex militante e ex eleitora petista e Lulista, que me afastei e me tornei oposição por um motivo muito simples: eu observei os fatos históricos que foram acontecendo debaixo do meu nariz, e procurei ler tudo o que a esquerda e a direita publicavam. Eu lia e refletia.

É isso. Eu me informei. Por isso coloquei aquele prólogo. Pois quem não se informa, perde o raciocínio e permite ser manipulado por políticos, a ponto de comprometer a própria inteligência, mesmo que seja um colecionador de títulos de mestrado e doutorado.

Hoje eu tenho aversão ao PT e ao Lula, mas sei também o que eles fizeram de bom pelos direitos trabalhistas, entre outras coisas.

Tambem não coloco a minha mão no fogo por nenhum candidato, e por nenhum ex presidente, nem mesmo o Fernando Henrique. Eu me tornei uma eleitora consciente, crítica e exigente, SEM PARTIDO, e principalmente SEM ÍDOLOS POLITICOS.

Hoje eu sei que entre políticos, esquerda e direita não existem, e que é um jogo de interesses pessoais e corporativos, que usam o emocional dos eleitores para aliciá-los, a fim de que os elejam sempre. Eleitores de esquerda são mais verdadeiros do que os politicos esquerdistas.

Mesmo assim eu não perco a esperança.

Gosto de alguns políticos, mas consigo contá-los nos dedos: os 5 dedos de uma mão.

Amanhã será mais um dia histórico, ministros do STF vão analisar o pedido de liminar de soltura do Lula.

Espero que recusem.

Repito: eu não perco a esperança.

Como o próprio Lula disse, EU SOU BRASILEIRA E NÃO DESISTO NUNCA, nem do Brasil, e nem de livrar o Brasil de políticos como o Lula, e como outros menos exagerados que o Lula, mas que também ajudam a saquear o Brasil.

Vamos torcer, pois amanhã a sorte está lançada de novo.

HAJA CORACÃO.

* Desculpem o “textãozão”, mas ele é para aqueles que não viveram a história. Não quero convencer petistas (ninguem consegue). Eu apenas quero lembrar que quem odeia história atual, perde literalmente a própria história, e deixa de ser verdadeiramente dono do próprio destino."

 

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