A DELAÇÃO PALOCCI ( Dr José Mauricio de Barcellos )

Diário do Poder, edição de hoje

JOSÉ MAURÍCIO DE BARCELLOS A delação Palocci

O acordo de delação do ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma – Antônio Palocci – demorou, mas foi homologado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Seus termos estão em sigilo. Contudo, à boca pequena, se diz que revelam centenas de falcatruas praticadas pelos mencionados petistas e, também, que o delator se viu obrigado a denunciar fatos realmente graves e importantes, porque a Polícia Federal e o Ministério Público não se contentaram com coisas superficiais.

O que de lá me chegou, com foros de veracidade, dá conta que essa roubalheira toda, nos últimos 30 anos e que precedeu os governos do PT, nunca visou somente ao enriquecimento pessoal de alguns políticos ou de grupos deles, mas efetivamente um projeto maior e muito mais ambicioso, que visa a implantar o regime socialista com um viés comunista no Brasil e na América Latina.

Sendo desta forma, tal delação é importantíssima na medida em que pode permitir destruir este terrível propósito da “esquerda gramsciniana”, mormente se lograrmos, de alguma forma, alcançar um regime liberal democrático e anticomunista no Brasil. Se quisermos derrotar a esquerda neste País é por aqui que se começa.

Com aqueles objetivos Palocci disse, por exemplo, que podia provar 1) que Lula e Dilma possuem bilhões de dólares e de euros em bancos internacionais, em nome de laranjas de várias nacionalidades dentre eles Chineses, Palestinos e Cubanos, que prioritariamente se destinam a custear seu projeto político ideológico; 2) que os recursos emprestados a outros países eram na verdade destinados às contas internacionais de Lula e Dilma e que FHC e Sarney eram também beneficiados conjuntamente, na medida em que integravam o plano maldito; 3) que o cancelamento de aposentadorias por doença no INSS e a propaganda da falência do Instituto foi cuidadosamente forjada para disfarçar desvios de recursos destinados à organização sinistra que teve cerca de 8 bilhões destinados a seu caixa; 4) que a exportação do petróleo a preço de custo para países comunistas eram para subsidiar o projeto do Foro de São Paulo; 5) que eram tantos recursos que se chegou ao ponto de se pretender comprar um banco para servir de fachada, porque milhares de envolvidos recebiam dinheiro e tudo estava chamando muita atenção.

Palocci contou, igualmente, que fraudar as urnas eletrônicas fazia parte do processo para implantação do socialismo no Brasil. O projeto acabou muito prejudicado pela reação das outras correntes ávidas por uma fatia do poder.
Por conta destas ações os eleitos constavam de listas ajustadas com os outros partidos da base governista, em cada pleito, acrescentando que os políticos contemplados sabiam de antemão que teriam o dever de indicar funcionários comissionados federais, estaduais e municipais, também com o propósito de agir em prol da implantação do regime socialista.