O MAL DAS IDEOLOGIAS PARA A NAÇÃO BRASILEIRA

General de Brigada R1 Luiz Eduardo Rocha Paiva

Começo o texto com o trecho de um livro de Russell Kirk, “A Era de T S Eliot – A Imaginação Moral do século XX”, tradução editada pela É-Realizações. Segundo o autor:

“Ideologia não significa teoria política ou princípio, embora muitos jornalistas e alguns professores, comumente, empreguem o termo nesse sentido. Ideologia realmente significa fanatismo político – e, mais precisamente, a crença de que este mundo pode ser convertido num Paraíso terrestre pela ação da lei positiva e do planejamento seguro. O ideólogo - comunista, nazista ou de qualquer afiliação – sustenta que a natureza humana e a sociedade devem ser aperfeiçoadas por meios mundanos, seculares, embora tais meios impliquem uma violenta revolução social. O ideólogo imanentiza símbolos religiosos e inverte as doutrinas da religião.[-] O que a religião promete ao fiel numa esfera além do tempo e do espaço, a ideologia promete a todos na sociedade exceto aos que forem ‘liquidados’ no processo.”

No Brasil, a ascensão da ideologia socialista foi como a pancada de um machado na coesão nacional e o país não terá desenvolvimento, segurança e paz social prolongadas, enquanto essa ideologia que se enraizou na sociedade continuar forte em seu seio.

Por outro lado, a sua contraparte, o ultra capitalismo (capitalismo libertário), onde o ser humano é apenas uma máquina de fazer dinheiro, também tem que ser contida pois os resultados são tão perniciosos quanto a ideologia oposta. Aqui o rei é o mercado, E estado é mínimo e o ser humano indefeso diante do poder do capital.

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Depois fizeram aquela onda toda contra o concursado filho do Gen Mourão !...

A sujeira dos governos petistas é tão perniciosa quanto os efeitos das barragens de Mariana e Brumadinho.

Equipe de Bolsonaro já encontrou 1.048 petistas com salários superiores a R$ 50 Mil no Banco do Brasil

De acordo com o jornal Estadão, um dos principais alvos da “operação pente-fino” da equipe de Jair Bolsonaro é o Banco do Brasil.

Na instituição, centenas de apadrinhados políticos ocupam cargos com salários de até R$ 61,5 mil.

Diz o jornal:

“Nos governos do PT, o Banco do Brasil passou por uma ampliação de sua estrutura de comando. Além de nove vice-presidentes (salário de R$ 61,5 mil cada) e 27 diretores (R$ 47,7 mil), a instituição criou 11 cargos de gerente-geral (R$ 47,7 mil) – a ampliação de diretorias para abrigar funcionários sintonizados com os partidos de sustentação do governo exigiria uma complexa mudança estatutária. As remunerações estão acima do teto do funcionalismo público de R$ 33,7 mil.”

A folha mensal de pagamento de salário dos 1.048 ocupantes de cargos executivos do banco tem um gasto total de R$ 28, 9 milhões.

FONTE SECOU.
JANAÍNA PASCHOAL

“Se a imprensa grita contra? É sinal de que é bom para o Brasil, Afinal, falam de bobagens e amenidades, e esquecem o principal. Que tal falar do dólar a R$3,67 (e com ele baixam gasolina, pão, remédios, alimentação, etc..).
Por que não falar da alta da Bolsa, que com 93.800 pontos atinge o seu record e dá animo a nossa combalida economia?
Por que não denunciar os 580 mil usuários do Bolsa Família que saíram voluntariamente do Programa porque certamente o estavam fraudando? E claro, nem noticiaram devidamente o cancelamento do vergonhoso contrato do Ibama, que gastava 30 milhões de reais/mês do nosso dinheiro, só com aluguel de carros? E muito sorrateiramente esqueceram que a Ministra Damares cancelou um contrato irregular de 45 milhões de reais assinado no Governo passado.. E nem falaram que o ministro Chefe da Casa Civil só numa primeira canetada, exonerou mais de 300 servidores nomeados pelo PT e que estavam ocupando cargos comissionados com salários altíssimos no Palácio do Planalto.
E o melhor, a imprensa deu só uma notinha mas nós nas redes amplificamos:
Houve revisão ou mesmo um corte de 2,5 bilhões de reais em verbas que iam da Caixa Econômica para times de futebol e publicidade na mídia (entenderam porque gritam tanto? farinha pouca meu pirão primeiro né?).
Tem mais: finalmente abrem-se as Caixas Pretas do inadjetivavel e vergonhoso Sistema S e tbm as do BB, CEF e dos bilhões que o BNDES deu para as empreiteiras amigas do Rei Nine e da Rainha Mandioca, e para as ditaduras dos amiguinhos do PT. E o BNDES, já devolveu ao Tesouro 100 bi nesta semana.
E vem mais aí, que é denunciar e prender os responsáveis pelo rombo criminoso nos Fundos de Pensão, fatos que ocorreram nos últimos 15 anos.
Quarenta dois dias de Governo Bolsonaro e os desmandos da pilantrada estão aos poucos vindo à tona.
O resto? é ressentimento e inveja.
Afinal, as ratazanas que carcomiam e roíam o dinheiro público urram, pululam e dão uivos histéricos...”

Caros amigos e amigas, boa noite!

O Jornalista e Bloqueiro Jorge Serrão está de parabéns pois nesse texto abaixo ele diz tudo sobre a "Intervenção Militar" que foi realizada no BRASIL - sem se disparar um só tiro - apenas pelo voto democráticamente escolhido por mais de 75.000 milhões de eleitores brasileiros! Agora a Esquerda; os petralhas; os socialistas/comunistas; esquerdopatas podem durante quatro anos (2019-2022) espernar a vontade pois como bem disse o nosso querido ZAGALO: "Vocês vão ter que me aturar" (o novo regime) após mais de 25 anos de (des)governo nesse País!

Abrs,
I A G

O “PPP” DO NOVO REGIME MILITAR BRASILEIRO

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

http://www.alertatotal.net/2019/02/o-ppp-do-novo-regime-militar-brasileiro.html
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Edição do Alerta Totalwww.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Membro do Comitê Executivo do

Movimento Avança Brasil

Regime Militar? 1964 a 1985? Isto é coisa do passado. O Brasil agora tem de cuidar do presente para ter algum futuro. A “surpreendente” eleição do Capitão Jair Messias Bolsonaro e seu vice General Antônio Hamilton Mourão produziu um fenômeno institucional. Os militares “tomaram” o poder no Brasil pelo voto direto e democrático. O País se descobriu de maioria conservadora, depois de tanta incompetência e ladroagem dos falsos progressistas de esquerda.

Dá até para brincar que criamos, ns urnas, uma espécie de jabuticaba. Um regime com proeminência militar que foi escalado pela maioria da população para enfrentar, neutralizar e, de possível, derrotar e exterminar a Ditadura do Crime Institucionalizado que se apossou da impropriamente denominada “Nova República” (1985 até 2018?). Tudo indica que estejamos em uma transição para algo diferente. Inclusive para reformas e, (quem sabe?), mudanças estruturais.

Agora, temos um Governo Federal com quase 70 cargos de alto escalão ocupados por qualificados oficiais das Forças Armadas. A tão falada e temida “Intervenção Militar” aconteceu sem golpe – ou, no máximo, por um golpe de sorte, sem necessidade de uma quartelada. Os arautos do Estado-Ladrão estão apavorados. A “Esquerda” parece uma virgem no bordel. A tal “Direita” ainda provar que tem competência, racionalidade e equilíbrio emocional para liderar o Brasil.

Enquanto os extremos ainda se bicam e se xingam, sobretudo nas redes sociais, Bolsonaro vai cuidando da saúde e tomando pé da real situação de um País dominado pelo Crime (ainda sem castigo). Mourão vai mostrando habilidade para evoluir sua relação pessoal com Bolsonaro, enquanto ocupa espaços de gestão, exercitando o diálogo e emitindo opiniões que fogem ao senso comum, inclusive com toques de bom humor que entristecem os inimigos.

A dupla eleita joga o jogo direitinho, para desespero dos extremistas. O flamenguista Mourão dá um show de diplomacia como método para atingir objetivos. Até os vascaínos gostam dele... Seu chefe Bolsonaro, um palmeirense com tique botafoguense, tem atuado com a máxima discrição e humildade. Agrada até aos corinthianos... O Presidente mais ouve do que fala. Começa a evoluir da fase de uma espécie de “sindicalista” do segmento militar para a postura sábia e hábil de um aprendiz de Estadista. O comportamento equilibrado de Bolsonaro é uma facada mortal, simbólica, na oposição burra e canalha.

Os militares inauguram um novo capítulo na História do Brasil. Atuam como gestores, cumprindo missões, fazendo planos, tocando projetos e entregando resultados objetivos, visíveis ou ainda invisíveis. O foco é a institucionalidade. O objetivo inicial é integrar ministérios que, antes, estavam entregues a diferentes quadrilhas. Cada feudo de um grupo de bandidos agia sem qualquer compromisso de integração – inclusive para roubar...

Assim, forçados a gerir um orçamento apertado, os milicos agora começam a mostrar que é possível uma gestão estratégica do Brasil. Ainda é cedo para falar de resultados maravilhosos. Alguns militares ainda enfrentam a falta de vivência e paciência para lidar com a canalhice do mundo da politicagem. Mas muitos já mostram elevada capacidade de articulação e, sobretudo, muito jogo de cintura para dialogar com opositores, adversários e inimigos.

A qualificação dos militares no poder surpreende. Se obtiverem sucesso na gestão básica de ministério e de empresas estatais (de economia mista), mostrando que é possível fazer Política de Alto Nível no Brasil, sem babaquices e infrutíferas polêmicas ideológicas, será possível vislumbrar uma etapa histórica ideal. Os militares, junto com os segmentos esclarecidos da sociedade, terão a chance, inédita, de formular um Projeto Patrótico de Poder, cuja base será a Democracia – e não a demagogia dos bandidos organizados.

Circula, nas redes sociais, uma lista de militares no governo. A tendência é que o número aumente. Depois de perderem a guerra ideológica de comunicação para a “esquerda”, que teve competência na demonização dos governos dos Presidentes-Generais, os militares na ativa, na reserva ou reformados dão sinais de que estão prontos para mudar o Brasil para melhor, agindo como servidores profissionais de um Estado que precisa ser reinventado.

Quem duvida que confira a lista abaixo, com nomes de militares de reconhecida qualidade e formação intelectual. “Ditadores” são os bandidos... Os milicos estão prontos para atacá-los abertamente, dentro das regras do jogo democrático, em meio a uma guerra de todos contra todos os poderes.

Que não demore a acontecer o PPP - "Projeto Patriótico de Poder"...

ELEITOS

01 – Presidente da República – Capitão Jair Bolsonaro,

02 – Vice-presidente da República – General Hamilton Mourão.

ABAIXO OS NOMEADOS

03 – Ministro da Secretaria Geral da Presidência – General Floriano Peixoto

04 – Secretário Executivo da Secretaria-geral – ?

05 – Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Secretaria-geral – General Maynard Marques de Santa Rosa,

06 – Secretário-Executivo Adjunto da Secretaria-geral – General de Divisão Lauro Luis Pires da Silva,

07 – Assessor Especial da Secretaria-geral – Coronel Walter Félix Cardoso Junior,

08 – Secretário de Administração – Coronel Gilberto Barbosa Moreira

09 – Ministro do GSI (antiga Casa Militar) – General Augusto Heleno,

10 – Secretário-Executivo do GSI – General de Divisão Valério Stumpf Trindade,

11 – Secretário de Coordenação de Sistemas do GSI – Contra-Almirante Antonio Capistrano de Freitas Filho,

12 – Secretário de Assuntos de Defesa e Segurança Nacional do GSI – Major Brigadeiro do Ar Dilton José Schuck,

13 – Secretário de Segurança e Coordenação Presidencial do GSI – General de Brigada Luiz Fernando Estorilho Baganha,

14 – Secretário-Executivo Adjunto do GSI – Brigadeiro do Ar Osmar Lootens Machado,

15 – Asssessor do GSI – General Eduardo Villas-Bôas

16 – Ministro da Defesa – General Fernando Azevedo e Silva,

17 – Secretário-Geral da Defesa – Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos,

18 – Chefe de Gabinete da Defesa – General Edson Diehl Ripoli

19 – Secretaria de Produtos de Defesa – General de Divisão Decílio de Medeiros Sales,

20 – Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto – Tenente Brigadeiro do Ar Ricardo Machado Vieira,

21 – Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – Tenente-coronel da Força Aérea Brasileira Marcos Pontes,

22 – Chefe de Gabinete do MCTIC – Brigadeiro do Ar Celestino Todesco,

23 – Assessor Especial do Ministro – Tenente Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira

24 – Secretário de Políticas Digitais – Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Franciscangelis Neto,

25 – Secretário de Radiodifusão – Coronel Elifas Chaves Gurgel do Amaral,

26 – Diretor do Departamento de Serviços de Telecomunicações – Coronel Aviador Rogério Troidl Bonato

27 – Secretário-Executivo Adjunto – Coronel-Intendente Carlos Alberto Flora Baptistucci,

28 – Ministro de Minas e Energia – Almirante Bento Costa,

29 – Chefe de Gabinete de Minas e Energia – Contra-almirante José Roberto Bueno Junior,

30 – Ministro da Infraestrutura – Capitão Tarcísio Gomes,

31 – Secretário de Transportes Terrestre e Aquaviário – General Jamil Megid Júnior,

32 – Ministro da Secretaria de Governo – General Carlos Alberto dos Santos Cruz,

33 – Secretário Nacional de Segurança Pública – General Guilherme Theophilo,

34 – Coordenador-Geral de Estratégia da Senasp – Coronel Freibergue do Nascimento,

35 – Coordenador-Geral de Políticas da Senasp – Coronel José Arnon dos Santos Guerra,

36 – Assessor técnico do Gabinete do Ministro da Justiça – Sub-Oficial da Aeronáutica Alexandre Oliveira Fernandes,

37 – Secretário de Esportes – General Marco Aurélio Vieira,

38 – Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) – Capitão Wagner Rosário,

39 – Presidente da Funai – General Franklimberg de Freitas,

40 – Presidente do Incra – General Jesus Corrêa,

41 – Presidente dos Correios – General Juarez Aparecido de Paula Cunha,

42 – Assessor Especial do Presidente dos Correios – Coronel André Luis Vieira

43 – Diretor da Anvisa – General Paulo Sérgio Sadauskas,

44 – Diretor de operações do Serpro – General Antonino Santos Guerra,

45 – Superintendente da Suframa – Coronel Alfredo Menezes,

46 – Chefe de Gabinete Adjunto do Ministério da Educação – Coronel Ayrton Pereira Rippel,

47 – Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – General Oswaldo de Jesus Ferreira,

48 – Diretor de Programas da Secretaria-Executiva do MEC – Coronel Aviador Ricardo Roquetti

49 – Chefe de Gabinete do Inep – General Francisco Mamede Brito Filho,

50 – Presidente do Conselho de Administração da Petrobras – Almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Ferreira,

51 – Gerente Executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás – Capitão-Tenente da Marinha Carlos Victor Guerra Naguem

52 – Diretor Administrativo-Financeiro da Telebras – General José Orlando Ribeiro Cardoso

53 – Presidente da Itaipu – General Joaquim Silva e Luna,

54 – Diretor Geral do Dinit – General Antônio Leite dos Santos Filho

55 – Diretor Executivo do Dinit – Coronel André Kuhn

56 – Porta-voz do governo – General Otávio Santana do Rêgo Barros,

57 – Assessor da Caixa Econômica Federal – Capitão de Mar e Guerra Marcos Perdigão Bernardes,

58 – Assessor da Caixa Econômica Federal – Capitão de Mar e Guerra Almir Alves Junior,

59 – Assessor da Caixa Econômica Federal – Brigadeiro Mozart de Oliveira Farias

60 – Secretário de Orçamento, Finanças e Gestão do Ministério do Meio Ambiente – General Nader Motta,

61 e ss – Novos superintendentes do Ibama – ?

62+ - Diretor financeiro executivo de Itaipu - vice-almirante Anatalício Risden Júnior

Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Fevereiro de 2019.

É preciso divulgar!!

Sínodo da Amazônia

Se a soberania nacional não for defendida, tornar-se-á refém da esquerda religiosa

Denis Lerrer Rosenfield, professor de Filosofia da UFRGS

18 Fevereiro 2019 | 04h30

Pensar a Amazônia, em termos internacionais, como se fosse uma mera discussão neutra, desprovida de caráter político, ou melhor, geopolítico, é uma grande ingenuidade. Alguns escondem seus reais propósitos numa retórica aparentemente moral e universal, tendo como fundamento questões ambientais, indígenas ou quilombolas; outros são mais diretos, procurando retirar do Brasil a soberania de uma fatia de seu território. Uns e outros partem de uma mesma ideia de “universalidade”, devendo nosso país se curvar a uma “humanidade” dirigida e controlada por eles.

O documento preparatório da Igreja Católica para o Sínodo da Amazônia procura capturar os incautos por intermédio de uma argumentação supostamente moral e humanitária, quando, na verdade, tem uma orientação política claramente estabelecida. Tal orientação está baseada na Teologia da Libertação, com referências explícitas a seus encontros fundadores em Puebla e Medellín. A argumentação bíblica é utilizada para estabelecer uma linha de continuidade entre a Torá, com nome hebraico no texto, e essa teologia que tem um eixo ideológico, baseado no marxismo. Só faltou dizer que a Teologia da Libertação é a herdeira direta do Antigo Testamento, o que equivaleria a dizer que o marxismo seria sua melhor expressão.

Convém não esquecer que tal orientação da CNBB está sendo fortalecida no atual papado, quando tinha sido liminarmente descartada pelo anterior pontífice, Bento XVI, já desde a época em que era conhecido como cardeal Ratzinger. Este em 1984 escreveu um livro crítico e mordaz contra a Teologia da Libertação, considerando-a uma perversão do pensamento católico. Em seu livro sobre a vida de Jesus, retomou a mesma posição, tendo-a como uma forma do “anticristo”. Cristianismo e marxismo seriam incompatíveis.

Acontece que setores da Igreja Católica brasileira, congregados na CNBB, procuram vender a imagem da neutralidade política, como se estivessem apenas preocupados com questões, digamos, religiosas ou universais nesta acepção restrita, quando, na verdade, estão profundamente engajados na política. Assumem claramente posições de esquerda! Talvez por ter a esquerda perdido espaço nesta última eleição estejam tentando ocultar as ideias que os norteiam!

Curioso que esse ocultamento se faça, muitas vezes, sob o manto de uma diferenciação em relação aos evangélicos, como se estes fizessem política e os católicos, não. Trata-se de mero disfarce, apresentado sob a forma da oposição, a “esquerda católica” não fazendo política, o que seria o caso da “direita evangélica”. Trata-se de uma forma retórica de velar seus reais propósitos.

A Igreja Católica, por intermédio da Comissão Pastoral da Terra (CPT), criou o MST, na década de 1980, e o acompanha deste então. Suas posições são expressamente anticapitalistas e revolucionárias, apregoa a violência nas invasões de terras, rurais e urbanas, em flagrante desrespeito à lei. Quando não a favorece, a lei é só uma ferramenta de “latifundiários” e “conservadores”. Despreza a democracia e o Estado de Direito.

A Igreja Católica também colaborou decisivamente na fundação do PT, constituindo um dos seus eixos. Aí a Teologia da Libertação encontrou terreno particularmente fértil para o seu florescimento. Foi companheira incansável dos governos petistas, o que significa dizer que foi complacente com o descalabro econômico e social por eles produzidos, sem dizer da captura do Estado pela corrupção desenfreada.

Outra comissão dela, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), almeja tornar os indígenas um instrumento seu e das ONGs a ele associadas, apresentando a visão de que suas áreas demarcadas seriam, praticamente, recortadas do território nacional. Ou seja, o Brasil não seria uma nação de indivíduos das mais diferentes crenças e etnias, mas sofreria uma subdivisão interna, formada por nações indígenas, que teriam completa autonomia sobre os seus territórios. A leitura de seus documentos mostra um linguajar marxista, voltado para a transformação revolucionária do País.

Apenas um dado: o Brasil, segundo o IBGE, tem em torno de 1 milhão de indígenas, dos quais aproximadamente 500 mil em zonas rurais. Ocupam em área demarcada 12,5% do território nacional. Se fôssemos seguir o Cimi e ONGs afilhadas, o País deveria ceder 24% de seu território para meio milhão de pessoas, para “nações”. O passo seguinte seria a sua representação na ONU!

O documento do sínodo está repleto de menções às ameaças de desmatamento, como se o País fosse o grande destruidor do planeta. Ora, segundo dados da Embrapa Satélite, pesquisados por um dos seus mais influentes estudiosos, Evaristo de Miranda, o Brasil é um dos países mais preservacionistas, ostentando o invulgar índice de conservação de mais de 60% de vegetação nativa, com contribuição decisiva dos empreendedores rurais. Dados esses, aliás, confirmados pela Nasa.

Nesse texto, discorre-se sobre a “Pan-Amazônia” que recortaria todos os países da Floresta Amazônica, que deveriam ser objeto de tratamento específico, segundo as ideias da “igreja universal”: a Igreja Católica sob a orientação da Teologia da Libertação, com seu séquito de ongueiros mundiais. A Igreja estaria, assim, se imiscuindo nos assuntos internos desses países, como se eles devessem curvar-se a tais ditames tidos, então, por “universais”.

O general Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Nacional, está coberto de razão ao externar a sua preocupação com os rumos desse sínodo político e esquerdizante. Pensam os militares nos destinos do País e na integridade do seu território. O que está em questão é a soberania nacional. Se não for defendida, tornar-se-á refém dessa esquerda religiosa, ambientalista e indigenista, supostamente “humanitária”. E o sentido mesmo da Nação brasileira estará perdido.

*DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRGS

https://opiniao.estadao.com.br/noticias/espaco-aberto,sinodo-da-amazonia,70002725593

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