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eike
O MST invadiu há pouco outra fazenda de Eike Batista, nos arredores de Belo Horizonte.

Na última terça, os “sem-terra” invadiram uma fazenda do empresário na região de Igarapé (MG), mas a polícia tratou de dispersá-los.

Agora, o grupo diz que não vai sair de jeito nenhum.

“Eles se enganam achando que podem nos parar”, disse Jô Aquino, integrante do MST.

Eike foi condenado, nesta semana, a 30 anos de prisão por corrupção ativa:

As Associações representativas da Magistratura e do Ministério Público, a OAB, os Partidos Políticos com algum resquício de decência, as Entidades da Sociedade Civil, as Igrejas, os Clubes de Serviço, a Maçonaria, a Nação, a Imprensa, as lideranças civis, fazem um silêncio inaceitável, inexplicável e perigosíssimo acerca das decisões absurdas, tendenciosas, parciais, ousadas e atrevidas da segunda turma do Supremo Tribunal Federal composta por três ministros eticamente apodrecidos que não honram a toga que vestem, não enxergam limites de decência e legalidade e judicam em proteção institucional ao que há de mais torpe na história da sociedade brasileira.

Um escárnio a olhos vistos! E os demais Ministros? Onde estão? E a presidente, o que faz, o que diz?

Um grupelho de desqualificados, encastelado no poder está pondo em farrapos a história jurisdicional e o futuro de país inteiro, diante da omissão covarde de todos.

Entorpecidos pelo falso civismo da "copa do mundo" estamos caminhando para o sepultamento da lava-jato e para legitimação da corrupção como prática normal.

Vergonha nacional! Vergonha institucional! Vergonha de uma nação de fracos!

9982 16José Dirceu, posto em liberdade esta semana, pela segunda turma do STF – não obstante duas condenações em segundo grau e outros processos em curso na Lava Jato -, é mais importante para o destino das esquerdas no Brasil que o próprio Lula.
Lula é um símbolo, o operário no poder; Dirceu, um líder, o cérebro por trás do símbolo, que Lula chamava de “capitão do time”.
É ele o que, no jargão das esquerdas, se chama de “quadro político”, militante que passou por todos os estágios de formação e provação que, na visão revolucionária, são essenciais para produzir um líder, na acepção plena da palavra.
Dirceu, já nos preâmbulos de 64, figurava como uma das principais lideranças estudantis. Preso, na sequência da instalação do regime militar, foi libertado em 1969, com outros companheiros, em troca do embaixador americano Charles Burke Elbrick, sequestrado por um grupo de guerrilheiros de esquerda.
Foi inicialmente para o México e, em seguida, Cuba. Lá, deu início a sua graduação de quadro esquerdista.
Participou de treinamentos de guerrilha, que previa inclusive testes de resistência a interrogatórios e tortura, e acabou migrando para a área em que se tornou especialista: a de inteligência, mais especificamente espionagem.
Tornou-se agente de informação cubano, cargo que não prevê demissão ou aposentadoria. A carreira finda no cemitério.
Em seu exílio, conseguiu o que a bem poucos refugiados era (e é) dado: aproximar-se da cúpula do governo cubano, tornando-se amigo e interlocutor de Fidel Castro. Nada menos.
Voltou ao Brasil clandestinamente em 1975, já submetido a uma operação plástica que lhe deixou o nariz adunco e os olhos puxados, assumindo a identidade falsa de Carlos Henrique Gouveia de Melo. Foi residir em Cruzeiro do Oeste (PR), onde se casou sem revelar à esposa sua verdadeira identidade, o que só viria a ocorrer a partir de 1979, com a aprovação da anistia.
Não é um perfil qualquer, como se vê. Ele precede Lula, na gênese e construção do Foro de São Paulo, entidade que, desde 1990, reúne partidos e associações de esquerda da América Latina e mantém interlocução estreita com o socialismo internacional.
A partir do Foro, e sob sua visão estratégica, começaram a ser eleitos esquerdistas para os governos do continente, lastreados no amplo domínio, estabelecido ainda ao tempo do regime militar, da esfera cultural e midiática, a que se associaram facções do crime organizado – tidas como indispensáveis à ação revolucionária – e megaempresários inescrupulosos, como viria a revelar a Lava Jato.
Dirceu, porém, não contava com o imponderável: a tragédia administrativa de Dilma Roussef (que jogou a economia na lona), a Lava Jato e o renascimento do pensamento conservador, via internet.
Ele está por trás da nomeação de alguns ministros do STF: Luís Fux (a quem chama de traidor) e Antonio Dias Toffoli, que foi seu assessor e lhe tem sido fiel desde o Mensalão.
Conta ainda com Lewandowski, fiel a Lula, e Gilmar Mendes, que, nas palavras do deputado petista Wadih Damous, é hoje aliado do PT. Está livre, não se sabe por quanto tempo, mas sabe-se que não o desperdiçará. Já está em campo, em busca de reverter o jogo.
Anuncia para breve a publicação de suas memórias e, ao voltar para o xadrez, informa que de lá continuará a comandar a revolução. Diz que a cadeia é um ótimo lugar para se fazer política. Lá esteve como preso político e como político preso. Sabe do que fala.

Ruy Fabiano é jornalista
Com Blog do Noblat, Veja

Diário do Poder, edição de hoje
jose mauricio
O acordo de delação do ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma – Antônio Palocci – demorou, mas foi homologado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Seus termos estão em sigilo. Contudo, à boca pequena, se diz que revelam centenas de falcatruas praticadas pelos mencionados petistas e, também, que o delator se viu obrigado a denunciar fatos realmente graves e importantes, porque a Polícia Federal e o Ministério Público não se contentaram com coisas superficiais.

O que de lá me chegou, com foros de veracidade, dá conta que essa roubalheira toda, nos últimos 30 anos e que precedeu os governos do PT, nunca visou somente ao enriquecimento pessoal de alguns políticos ou de grupos deles, mas efetivamente um projeto maior e muito mais ambicioso, que visa a implantar o regime socialista com um viés comunista no Brasil e na América Latina.

Sendo desta forma, tal delação é importantíssima na medida em que pode permitir destruir este terrível propósito da “esquerda gramsciniana”, mormente se lograrmos, de alguma forma, alcançar um regime liberal democrático e anticomunista no Brasil. Se quisermos derrotar a esquerda neste País é por aqui que se começa.
paloci

Com aqueles objetivos Palocci disse, por exemplo, que podia provar 1) que Lula e Dilma possuem bilhões de dólares e de euros em bancos internacionais, em nome de laranjas de várias nacionalidades dentre eles Chineses, Palestinos e Cubanos, que prioritariamente se destinam a custear seu projeto político ideológico; 2) que os recursos emprestados a outros países eram na verdade destinados às contas internacionais de Lula e Dilma e que FHC e Sarney eram também beneficiados conjuntamente, na medida em que integravam o plano maldito; 3) que o cancelamento de aposentadorias por doença no INSS e a propaganda da falência do Instituto foi cuidadosamente forjada para disfarçar desvios de recursos destinados à organização sinistra que teve cerca de 8 bilhões destinados a seu caixa; 4) que a exportação do petróleo a preço de custo para países comunistas eram para subsidiar o projeto do Foro de São Paulo; 5) que eram tantos recursos que se chegou ao ponto de se pretender comprar um banco para servir de fachada, porque milhares de envolvidos recebiam dinheiro e tudo estava chamando muita atenção.

Palocci contou, igualmente, que fraudar as urnas eletrônicas fazia parte do processo para implantação do socialismo no Brasil. O projeto acabou muito prejudicado pela reação das outras correntes ávidas por uma fatia do poder. Por conta destas ações os eleitos constavam de listas ajustadas com os outros partidos da base governista, em cada pleito, acrescentando que os políticos contemplados sabiam de antemão que teriam o dever de indicar funcionários comissionados federais, estaduais e municipais, também com o propósito de agir em prol da implantação do regime socialista.

O ex-ministro falou de vários acordos firmados com indústrias, mormente as automotivas, para azeitar a máquina eleitoral e que, por outro lado a JBS era apenas uma das dezenas das empresas utilizadas para lavar o dinheiro do BNDES destinado a “comunizar” o País, tudo com a ajuda e o trabalho de bicheiros e doleiros em todo território nacional.

Palocci deixou clara a implacável retaliação do sistema por eles criado contra empresários, empresas e entidades que não faziam parte da organização. Tudo devia ser automaticamente destruído, tanto quanto qualquer opositor tinha que ser desconstruído pela propaganda por eles financiada e veiculada nos conglomerados da comunicação. A ordem era perseguir os empreendimentos dos inimigos através dos órgãos governamentais de fiscalização.

Por fim, Palocci confessa que o maior erro dele e de seus comparsas foi acreditar que tinham subjugado todo o Judiciário e achar que era, como os demais poderes, também corrompível, quando foi justamente pela firmeza dos jovens juízes, procuradores e delegados federias que tudo se perdeu.

Hoje eu não tenho a menor dúvida no sentido de que Lula, Dilma, José Dirceu, Palocci, Mantega foram, sem equívoco, os grandes “luas pretas” dessa trama urdida durante décadas a fio pela esquerda tupiniquim no Brasil sob o comando de entidades internacionais. Por outro lado, penso também que, a par da enorme incompatibilidade dessa ideologia sórdida, sorrateira e covarde com a índole e a natureza do povo desta Terra de Santa Cruz, o projeto daqueles rastaqueras sempre esteve, desde o nascedouro, fadado ao insucesso. Só foi mesmo muito adiante por causa de nossa inércia e omissão. É uma pena.

Realmente, tirante o finório FHC e alguns patifes do seu naipe que poderiam até arquitetar algo maior, aquela gentalha de Lula e Dilma, com Zé do Mensalão e caterva, nunca tiveram estofo para liderar completamente, doutrinar e dominar uma Nação como a nossa. Seria necessário que tivessem a grandeza e a coragem de um Winston Churchill em tempos de guerra, a sabedoria e a força de uma Margareth Thatcher em tempos de paz ou a liderança e o carisma de um John Kennedy em todos os tempos. Quanto a tudo aquilo aqueles pobres energúmenos nunca chegaram nem perto.

Quem são aquelas pessoas? Consultem suas biografias, confiram as trajetórias. São aventureiros, sem história, sem origem, sem verniz. São bucaneiros, mal nascidos, mal formados, sem princípios e valores cujas carreiras não foram além da de meros proxenetas de um povo indigente, inculto e desprotegido. Acho que são tão ruins que até para perenizar o mal acabaram se atrapalhando todos. São muito ineptos e incompetentes, porém ladrões dos mais ousados. Estão mais para Chaves e Maduro do que para os Fidel’s que, há mais de meio século, escravizam e matam sua gente cabocla.

Com isso não quero dizer que aqueles porcarias estão aniquilados e que podemos descansar tranquilos enquanto estiver atuando a Operação Lava Jato. Não, não é isso! Os citados vagabundos e suas quadrilhas ainda possuem muito dinheiro em suas algibeiras e, como lidam com gente sem escrúpulo algum, podem ainda comprar, de variadas maneiras, muitas sanguessugas da riqueza nacional e muita gente graúda nos três poderes da República, como continuam fazendo.

Percebam como estão agindo. Confiram como está sendo difícil manter o “Ogro” encarcerado. A toda hora uns “Mandarins Solta Bandidos” do STF tentam resgatá-lo da prisão. Recentemente o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, confirmando uma entrevista sua à TV portuguesa “RTP”, disse ao JORNAL DO BRASIL que a Constituição Federal estabelece que a presunção de inocência é cláusula pétrea, prevista no artigo 5º, e que a prisão do maior ladrão dos cofres públicos da história do País somente poderia ter ocorrido após se esgotarem os recursos em instâncias superiores. Assim enfatizou. “E desta forma, a partir do momento em que sustento que (prisão) só após o trânsito em julgado, por consequência toda prisão, não apenas a do ex-presidente Lula, mas toda prisão açodada, temporã, é inconstitucional”. Traduzindo: no entender do Ministro deve se colocar na rua de Cabral a Lula, isto é, todos quantos desgraçaram nossa gente e envergonharam este País, perante o Mundo e desta forma, como ocorreu com o velho Maluf, levar mais vinte anos para prendê-los novamente. Até lá o projeto vermelho estará implantado nesta Terra.

O Ministro Edson Fachin da 2ª Turma do STF vem lutando bravamente contra a tal quadrilha indicada por Palocci, que cooptou parte da Suprema Corte e que não descansa enquanto não destruir a corajosa “Operação Lava Jato”. A toda hora surge uma nova tentativa de recompor a trupe dos malfeitores, para fazer ressurgir o projeto de poder delatado por Palocci. Dias atrás, sem que ninguém mais estivesse esperando, soltaram de novo o grande gerente de Lula, o guerrilheiro-ladrão Zé Dirceu e, pela undécima vez, os advogados do bandido-mor enxovalham seu juramento e tentam soltá-lo do xilindró. Em torno de tudo correm rios de dinheiro sujo sem que nenhuma sociedade de advogados se manifeste. Está feia a coisa.

Lula não precisa ser candidato a cargo algum para dar continuidade à ação nefanda que Palocci denunciou. Ele pode contar com uns tantos que o apoiam por ideologia e sede de poder, com muitos por causa de dinheiro e com todos para roubar os cofres públicos. Sua quadrilha sabe que talvez seja melhor que continue inelegível, mas carece de ser solto para, junto com Dilma e sua legião de laranjas e asseclas, movimentar os dinheiros e o patrimônio necessário para implantar o socialismo vermelho no Brasil. Não é por outra razão que o Ministro Marco Aurélio advoga que Lula seja solto, ainda que permaneça impedido de se candidatar.

O que se está esperando? As instituições faliram, a economia não se erguerá e, por mais que cresça e avance, a máquina publica aparelhada pelos canalhas a destruirá numa proporção avassaladora. O crime tomou conta de nossas cidades e o cidadão desarmado pela esquerda bandida, triste e acuado se esconde como pode. O caos moral e social se implantou de vez em razão da nociva e insidiosa ação dos grandes conglomerados da comunicação dominados pela esquerda delinquente. A desgraça já se abateu sobre esta “Terra Brasillis”. Até quando Brasília e seus corruptos nos dominarão?

Não há novidade alguma em tudo que falo. As pessoas do bem e de coragem neste País estão cansadas de saber disto e, com muito acerto, podem prever o que vem pela frente com as próximas eleições. Por conta desta situação, tenho pregado abertamente a ruptura constitucional com tudo isso que aí está.

Tenho pedido, com muita insistência, que o povo se rebele e que as Forças Armadas cumpram seu papel constitucional e não consintam que o comunismo destrua nossa democracia, nossas famílias, nossa cultura judaico-cristã e nossa sociedade. No momento auguro que, quando a hora chegar, nossa gente humilhada e exausta de custear os privilégios de tantos calhordas, marche sobre Brasília e às tapas e pontapés apeie do poder os Gilmar, osLewandowski, os Tóffoli, os Marco Aurélio da vida para que o Mundo veja como tratamos os vendilhões da Pátria. Enquanto estivermos sozinhos, o que mais podemos fazer meu Deus?

Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Juridico da CPRM-MME é advogado. Email:Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..b r).


ciroO Globo fez um levantamento dos processos contra Ciro Gomes por calúnia, injúria, difamação e pedido de indenização por danos morais.

No total, 50 pessoas já processaram o presidenciável do PDT nos últimos 25 anos; são quase 100 ações e recursos em andamento.

O processo mais recente envolve o vereador paulistano Fernando Holiday, do MBL, que foi chamado por Ciro de “capitãozinho do mato”.

Segundo o levantamento, os campeões em número de ações são Eunício Oliveira, com 39 processos contra o candidato pedetista, João Doria, com 7, e Eduardo Cunha.

Jair Bolsonaro também entrou com uma ação contra Ciro por calúnia e injúria por ter sido chamado de “moralista de goela”.

Segundo o levantamento, os campeões em número de ações são Eunício Oliveira, com 39 processos contra o candidato pedetista, João Doria, com 7, e Eduardo Cunha.

Jair Bolsonaro também entrou com uma ação contra Ciro por calúnia e injúria por ter sido chamado de “moralista de goela”.

Volta ao pré-Lava Jato
STF ‘está voltando a ser STF’? Ou a era da impunidade é que está voltando?
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Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo - 29 Junho 2018

Estava demorando, mas o ministro Marco Aurélio Mello conseguiu alcançar os três colegas da Segunda Turma, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, que tomaram a dianteira no confronto à Lava Jato e à opinião pública. Ontem, Marco Aurélio deu clara contribuição à sensação de que há uma corrida pela impunidade: por liminar, mandou soltar o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha no caso de desvios na Arena das Dunas (RN). Por sorte – ou por azar, dependendo da ótica –, Cunha coleciona processos e teve a prisão decretada por outras acusações, inclusive uma condenação em segunda instância por desvios da Petrobrás na compra de um campo petrolífero no Benin, na África. Assim, o todo ex-poderoso presidente da Câmara continua atrás das grades. Marco Aurélio, porém, conseguiu dar seu recado: ele é da Primeira Turma do STF, mas com coração e mente na Segunda, ao lado de Gilmar, Lewandowski e Toffoli. Afora o fato de que Gilmar vivia às turras com Lewandowski e Marco Aurélio no julgamento do mensalão do PT, os quatro agora parecem firmemente determinados a dar um chega prá lá na Lava Jato, numa posição de confronto ostensivo. “O Supremo está voltando a ser Supremo”, comemorou Gilmar, após a Segunda Turma despejar decisões polêmicas na terça-feira: soltou José Dirceu até o STJ anunciar se reduz ou não a pena de mais de 30 anos; anulou provas colhidas contra o ex-ministro Paulo Bernardo (PT) no apartamento funcional onde vive com sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann; suspendeu a ação contra o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), envolvido na “Máfia da Merenda” em São Paulo. Ilhado e perplexo, o relator da Lava Jato, Edson Fachin, contestou as decisões machadianamente, mas perdeu em todas. Transformar uma reclamação num habeas corpus que nem sequer fora apresentado pela defesa de Dirceu? Pela “plausibilidade” de redução da pena? No caso de Paulo Bernardo, acusado de desvios no crédito consignado de funcionários públicos, o trio Toffoli, Gilmar e Lewandowski alegou que ele mora com Gleisi, que tem foro privilegiado no Supremo, e a busca e apreensão não poderia ter sido autorizada por um juiz de primeira instância. Dúvida de Fachin: o foro vale para uma pessoa, a senadora, ou para um imóvel? A grande suspeita é de que todos esses movimentos têm um objetivo audacioso e comum: livrar Lula da prisão e, ato contínuo, dar um jeito para permitir sua candidatura à Presidência, apesar da condenação em segunda instância e da prisão. Aliás, apesar de tudo. Até por isso, Fachin decidiu driblar a Segunda Turma e enviar o pedido de Lula para o plenário, onde o equilíbrio é outro, pelo menos por ora. Em setembro, Cármen Lúcia vai para a Segunda Turma, salvar Fachin do isolamento, e Toffoli assume a presidência – e a pauta. Podem escrever: ele vai pôr em votação a revisão da prisão em segunda instância, como o quarteto cobra a todo instante. Ao dizer que “o Supremo está voltando a ser Supremo”, Gilmar deixa no ar um temor: o de que não só o STF, mas o próprio País esteja voltando à velha normalidade pré-Lava Jato, em que tudo era uma festa para corruptos e Cunha, Cabral, Geddel, Joesley... jamais seriam presos. Naqueles tempos em que presidentes definiam pessoalmente regras e porcentagens para o assalto à Petrobrás, a operacionalização da corrupção era no Ministério da Fazenda, sindicalistas eram destacados para depenar os fundos de pensão e vai por aí afora. A Lava Jato tem defeitos e excessos, mas nada, nada, nada pode ser pior do que estava acontecendo no Brasil.