A FALSA EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA

Publicado em 08/09/2020

O homem das cavernas levou bilhões de anos para alcançar a condição de homo sapiens. O grande Arquiteto do Universo dotou o homem da razão e do livre arbítrio para a vivência humana no paraíso terrestre. Com essa condição, o homem passou a liderar os demais seres vivos que povoam o nosso mundo, Os nossos ancestrais, usando a sua inteligência e a sua vontade começaram a criar artefatos para defender a si próprio e a sua prole. Daí, começou a sair das cavernas e a construir moradias rústicas até chegar aos nossos dias, com residências confortáveis e palácios luxuosos. Das lanças e flechas rústicas para se defenderem dos animais ferozes, acabou criando armamentos modernos, chegando às culminâncias das armas nucleares e biológicas capazes de varrer do planeta qualquer ser vivo. Todavia, o processo dessa evolução foi lento, gradativo e perigoso. A invenção da roda foi o primeiro passo para o homem alcançar aos meios de locomoção modernos como o navio no mar, o automóvel no chão, o avião no ar. Mas, o homem, ao alcançar o estágio da sua evolução atual, não teve a grandeza de reconhecer a sua insignificância ante os mistérios que envolvem a própria natureza humana, com os limites impostos pelo Criador. Com a arrogância e a vaidade envolvendo a sua criatividade o homem se esqueceu, que ele próprio, é um ser limitado, finito, que habita este pedacinho do Universo por uma divina concessão, cercada de mistérios insondáveis.

Hoje, no século XXI, em plena ascensão dos confortos modernos, com a era da cibernética, da medicina moderna, da mobilidade e outros notáveis avanços, estamos vivendo o século das calamidades, das incertezas e do sofrimento físico. O mundo caiu de joelhos ante a pandemia do Virod-19. Um cientista louco ou um visionário inconsequente balançou o galho de uma casa de marimbondos e a humanidade está levando ferroadas por todo os lados. De que vale uma grande potência mundial possuir um arsenal nuclear se não vai lhe servir para nada, a não ser, provocar um acidente catastrófico mundial. De que vale tanta riqueza e conforto, se existem criaturas abandonadas nas ruas, dormindo ao relento e passando fome! De que vale tanta riqueza e conforto se um avô não pode mais abraçar e beijar o seu netinho por causa do isolamento familiar! De que vale tanta riqueza e conforto se uma criança não pode ir à escola, onde iria beber o néctar da vida, que é o saber! De que vale tanta riqueza e conforto, se o cidadão anda com máscara na face e não pode jantar no restaurante da esquina! Conclui-se que Ideologia, soberania, capitalismo, socialismo, neoliberalismo e outros “ismos” foi tudo para o espaço. A nossa meta agora é apenas sobreviver. Um vírus microscópico colocou toda a soberba humana debaixo dos seus pés. Assim, chegamos à conclusão que o atual homo sapiens terá que tirar a máscara, baixar a crista, por a rabo entre as pernas, procurar uma caverna, pegar as lanças para se defenderem dos animais ferozes, que são eles próprios, botar a viola no saco e recomeçar tudo de novo.

José Batista Pinheiro Cel EB Ref (Rio de Janeiro, 04,09.2020)

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