Sobre a rendição da 148ª Divisão Alemã à FEB

Vejam abaixo dois relatos históricos sobre o episódio da rendição alemã aos brasileiros da FEB.

A verdadeira cena de filme me foi relatada por testemunha ocular:

Naquela oportunidade, quando o representante alemão mostrou na carta que ainda estavam em posição de força – razão pela qual não aceitavam a rendição que lhe era proposta – o Cel Nelson de Mello virou-se para um oficial brasileiro presente e deu a ordem:

-”Mande cessar o fogo da Artilharia Divisionária!”

Quando o alemão ouviu a tradução da ordem, quiz saber a razão de tal determinação, tão súbita. Nelson de Mello, ao ouvir a tradução da pergunta, respondeu:

- “Porque a Artilharia brasileira não atira em posições que o próprio inimigo indica!”

Ao conhecer a nova tradução, o oficial alemão tomou a posição de sentido e apresentou a rendição...

A Artilharia Divisionária era UMA só Bateria!... (vide relato abaixo) Nelson de Mello explorara ousadamente o conhecimento da marcialidade do comportamento alemão!...

Fraternal abraço,

César Souza

 

148ª Divisão Al

Pessoal o texto abaixo é do Cel.Hiram Reis e Silva, grande historiador, que relata com detalhes a rendição dos Alemães na Itália na 2ª Guerra Mundial aos Brasileiros.

Abrs,

Por que a 148ª Divisão Alemã se entregou somente aos brasileiros na Itália?

“Foi em abril de 1945. Os alemães tinham retraído da Linha Gótica depois da nossa vitória em Montese, e provavelmente pretendiam nos esperar no vale do rio Pó, mais ao Norte. Nosso Esquadrão de Reconhecimento, comandado pelo Cel Plínio Pitaluga, os avistou na Vila de Collechio, um pouco antes do rio. A pedido do General fui ver pessoalmente e lá, por ser o mais antigo, coordenei a noite um pequeno ataque com o esquadrão e um pelotão de infantaria, sem intenção maior do que avaliar, pela reação, a força do inimigo. Sem defender efetivamente o local, os alemães passaram para o outro lado do rio e explodiram a ponte. Então observamos que se tratava de uma tropa muito maior do que poderíamos ter imaginado. Eram milhares deles e nós tínhamos atacado com uma dezena de tanques e pouco mais de cinquenta soldados”.

“Informamos ao comando superior que o inimigo teria lá pelo menos um regimento. O comando, numa decisão ousada, pegou todos os caminhões da artilharia, encheu-os de soldados e os mandou em reforço à pequena tropa que fazia frente a tantos milhares.” – ” Considerei cumprida a minha parte e fui jantar com o Coronel Brayner, que comandava a tropa que chegara” prosseguiu Dionísio. “Durante a frugal refeição de campanha, apresentaram-se três oficiais alemães com uma bandeira branca, dizendo que vieram tratar da rendição. Fiquei de interprete, mas estava confuso; no início nem sabia bem se eles queriam se entregar ou se estavam pensando que nós nos entregaríamos, face ao vulto das tropas deles, que por sinal mantinham um violento fogo para mostrar seu poderio”.

“Esclarecida a situação, pediram três condições: que conservassem suas medalhas; que os italianos das tropas deles fossem tratados como prisioneiros de guerra (normalmente os italianos que acompanhavam os alemães eram fuzilados pelos comunistas italianos das tropas aliadas) e que não fossem entregues à guarda dos negros norte-americanos”.

“Esta última exigência merece uma explicação: a primeira vista parece racismo. Que os alemães são racistas é óbvio, mas porque então eles se entregaram aos nossos soldados, muitos deles negros? Bem, os negros americanos naquela época constituíam uma tropa só de soldados negros, mas comandada por oficiais brancos. Discriminados em sua pátria, descontavam sua raiva dos brancos nos prisioneiros alemães, aos quais submetiam a torturas e vinganças brutais. É claro que contra eles os alemães lutariam até a morte. Não era só uma questão de racismo”.

“Eu perguntei ao interprete do lado alemão (nos entendíamos em uma mistura de inglês, italiano e alemão), por que queriam se render, com tropa muito superior aos nossos efetivos e ocupando uma boa posição do outro lado do rio. Ele me respondeu que a guerra estava perdida, que tinham quatrocentos feridos sem atendimento, que estavam gastando os últimos cartuchos para sustentar o fogo naquele momento e que estavam morrendo de fome. Que queriam aproveitar a oportunidade de se render aos brasileiros porque sabiam que teriam bom tratamento”.

“Combinada a rendição, cessou o fogo dos dois lados. Na manhã seguinte vieram as formações marchando garbosamente, cantando a canção ‘velhos camaradas’, também conhecida no nosso Exército”.

“A cerimônia era tocante” – prosseguiu Dionísio. “Era até mais cordial do que o final de uma partida de futebol. Podíamos ser inimigos, mas nos respeitávamos e parecia até haver alguma afeição. Eles vinham marchando e cada companhia colocava suas armas numa pilha, continuando em forma, e seu comandante apresentava a tropa ao oficial brasileiro que lhe destinava um local de estacionamento. Só então os comandantes alemães se desarmavam. A primeira Unidade combatente a chegar foi o 36º Regimento de Infantaria da 9° Divisão Panzer Grenadier. Seguiram-se mais de 14 mil homens, na maioria alemães, da 148° Divisão de Infantaria e da Divisão Bessaglieri Itália que os acompanhava”.

“Entretanto houve um trágico incidente: Um nosso soldado, num impulso de momento, não se conteve e arrancou a Cruz de Ferro do peito de um sargento alemão. O sargento, sem olhar para o soldado, pediu licença a seu comandante para sair de forma, pegou uma metralhadora em uma pilha de armas a seu lado e atirou no peito do brasileiro, largou a arma na pilha e entrou novamente em forma antes que todos se refizessem da surpresa. Por um momento ninguém sabia o que fazer. Já vários dos nossos empunhavam suas armas quando o oficial alemão sacou da sua e atirou na cabeça do seu sargento, que esperou o tiro em forma, olhando firme para frente. Um frio percorreu a espinha de todos, mas foi a melhor solução” - Concluiu Dionísio.

Ao ouvir esta história, eu já tinha mais de dez anos de serviço, mas não pude deixar de me emocionar. Não foram as tragédias nem as atitudes altivas o que mais me impressionaram. O que mais me marcou foi o bom coração de nossa gente, a magnanimidade e a bondade de sentimentos, coisas capazes de serem reconhecidas até pelo inimigo. Capazes não só de poupar vidas como também de facilitar a vitória. É claro que isto só foi possível porque os alemães estavam em situação crítica; noutro caso, ninguém se entregará só porque o inimigo é bonzinho, mas que a crueldade pode fazer o inimigo resistir até a morte, isto também é real.

Na História Pátria podemos ver como Caxias, agindo com bondade, só pacificou, e como Moreira César, com sua crueldade, só incentivou a resistência até a morte em Canudos.

O General Dionísio e o interprete alemão – Major Kludge, se tornaram amigos e se corresponderam até a morte do primeiro, no início dos anos 90. O General Mark Clark, comandante do 5° Exército norte-americano, ao qual a FEB estava incorporada, disse que foi um magnífico final de uma ação magnífica. Dionísio disse apenas que a história real é ainda mais bonita do que se fosse somente um grande feito militar."

Cel.Hiram Reis e Silva

Publicado em: 29 ABR 2019 pelo CECOMCEX Em 29 de abril de 1945, a Força Expedicionária Brasileira forçou a capitulação de milhares de soldados alemães na Itália. ( Publicado em: 29 ABR 2019 pelo CECOMCEX )

A trajetória da Força Expedicionária Brasileira, durante os combates na Segunda Guerra Mundial, reservou momentos marcantes. Uma dessas ocasiões ocorreu entre os dias 29 e 30 de abril de 1945, quando a FEB forçou a rendição de quase 20 mil soldados inimigos, a maioria deles da 148ª Divisão de Infantaria do Exército da Alemanha. Essa foi a única unidade alemã a render-se integralmente no Teatro de Operações do Norte da Itália antes do armistício de 2 de maio daquele ano. Um feito memorável dos nossos pracinhas, que cruzaram o Atlântico para lutar contra o nazifascismo e pela liberdade.

A rendição da 148ª DI ocorreu no contexto da ofensiva final de 1945, que culminou com as Tomadas de Monte Castello (21 de fevereiro) e Montese (14 de abril). Já fragilizado por quase seis anos de guerra, o Exército Alemão estava se desmantelando e em rota de fuga pelo norte da Itália, rumo à fronteira com a Áustria. Com o objetivo de cortar a retirada do inimigo, o comandante da FEB, General Mascarenhas de Moraes, decidiu aproveitar grande parte das viaturas orgânicas da Artilharia Divisionária para o transporte da infantaria brasileira.

A ocupação de Vignola marcou o início das ações, que empurraram as tropas inimigas para o norte. A perseguição teve como desfecho o cerco dos alemães nos arredores da cidade de Fornovo di Taro. A 148ª DI alemã tinha à sua frente o 1º Batalhão do 6º Regimento de Infantaria (6º RI), enquanto o 11º RI estava posicionado à retaguarda. O comando da FEB ordenou o ataque, bombardeando o inimigo com a Artilharia, enquanto os alemães revidavam com seus canhões. Na tarde do dia 27 de abril, o comandante do 6º RI, Coronel Nelson de Mello, aceitou o oferecimento do padre Dom Alessandro Cavalli para mediar o cessar-fogo.

Depois de contatos com o General Mascarenhas, foi enviado um ultimato aos alemães. O conteúdo do documento, escrito em italiano pelo padre, era um chamado ao bom senso das tropas cercadas, já sem munição e sem meios de reação. Os apelos surtiram efeito. Na noite do dia 28 de abril, teve início o processo de rendição. Os entendimentos foram realizados no Posto de Comando do 6º RI. Logo após, o Coronel Nelson de Mello deixou o PC e deslocou-se para o Quartel-General da Divisão para comunicar a decisão do comandante da 148ª DI alemã, sendo autorizado pelo General Mascarenhas de Moraes a receber a rendição incondicional.

O processo durou da meia-noite às 5h30 do dia 29 de abril. Ficou estabelecido que a artilharia brasileira cessaria fogo ( Era uma única Bateria! Toda a nossa Artilharia ficara “a pé’, à retaguarda, para que o 6º RI pudesse cerrar rapidamente à frente com todos os caminhões disponíveis !). As unidades alemãs apresentar-se-iam às 13h, entregando, inicialmente, seus feridos, única exigência dos alemães, que foi aceita pelo comando da FEB por questões humanitárias.

Cerca de 20 mil homens, a maioria da 148ª DI, além de integrantes da 90ª Divisão Panzer Granadier e de italianos da Divisão Bersaglieri (San Marco e Monte Rosa), foram encaminhados para grandes áreas descampadas da região de Ponte Scodogna. Os soldados alemães, em grandes filas, depuseram as armas observados pelos pracinhas brasileiros. Posteriormente, foram removidos para os campos de prisioneiros de guerra em Modena e em Florença, mantidos pelo Exército Norte-Americano.

A rendição foi finalizada às 18 horas do dia 30 de abril.

 

 

 

Maluquices da pandemia: até economistas estão contra a economia

Uma fala do ex-ministro Ciro Gomes em um vídeo compartilhado pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP) revelou um pouco do que está acontecendo no país. Ciro disse que a oposição está tentando "destruir" o governo Bolsonaro porque, senão, ele "ficará oito anos no poder e vai destruir o país".

Ciro afirmou claramente que a mobilização nacional não é contra o vírus e sim contra o presidente. Eu já disse que vírus é pseudônimo de Bolsonaro. Só que essa tentativa está dando errado, porque está havendo brigas internas e disputas de poder na oposição.

Vejam o caso dos dois candidatos tucanos, o João Doria e o Eduardo Leite. Eles já se esvaziaram com as medidas polêmicas que tomaram para conter o vírus. No Rio Grande do Sul está uma briga feia entre empresários e prefeitos contra o governador.

Ler a coluna na íntegra

Atiradores cegos

É cada vez mais ouvido e escrito o termo crise institucional. A proximidade da pandemia com a eleição do ano que vem tem a ver com isso. Ciro Gomes revelou o objetivo político: “Todos nós estamos tratando de destruir o Bolsonaro, senão ele fica aí oito anos e acaba de destruir o país”. No entanto, esqueceram de avisar o vírus. O corona, que traz sofrimento e leva vidas, está atrapalhando os planos revelados por Ciro Gomes.

Nesta segunda onda, governadores repetiram com mais rigidez medidas do ano passado, sem usar o que a Medicina aprendeu em um ano de experiência, para evitar lotação dos hospitais. Veio a reação dos prejudicados com os fechamentos. Trabalhadores, empresários e prefeitos estão reclamando de governadores. Prefeitos reclamam da invasão de sua autonomia, empresários reclamam de prefeitos e governadores do desrespeito a cláusulas pétreas da Constituição e o povo que vai ficando mais pobre reclama dos que põem a polícia para tolher o direito de trabalhar.

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Luto na arte: incêndio destrói acervo de galerias de São Paulo

MERCADO EM CHOQUE

Um incêndio de grandes proporções num galpão em Taboão da Serra destruiu o acervo de galerias, artistas e grandes colecionadores de São Paulo — mais um golpe duro para a cultura brasileira. Perder obras de arte em incêndios está se tornando frequente.

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