O SONHO INFANTIL DE RODRIGO E DE SEU COLEGUINHA ALCOLUMBRE Aileda de Mattos Oliveira (27/2/2020)

Publicado em 28/02/2020

Poderia até ser uma história para crianças, sabendo-se que Rodrigo é uma personagem infantilizada. Porém, no ambiente político brasileiro, difícil dizer quem não tenha tal aparência, pelas manobras fora de propósitos, postas em divulgação e que causam estranheza à população, atualmente, mais perspicaz e mais consciente de sua força.
Ao contrário, a história é leitura proibida para crianças educadas à maneira tradicional, isto é, dentro da moral e da ética. Não devem, em tenra idade, a fim de evitar as decepções com o ser humano, ter conhecimento da existência de políticos que insistem nos erros de impedir o desenvolvimento de seu país e o de enganar os seus eleitores.
Esse tal de Rodrigo, da nossa história, como seu coleguinha Alcolumbre, pertence ao DEM, sigla também com sonoridade infantil, muito semelhante a ‘dim’, que, repetido, ‘dim-dim’, também é uma maneira acriançada de se referir a dinheiro. Como vemos, tudo que está em volta de Rodrigo, tem cheiro de cédulas e soar de moedas.
Esse tipo estranho que transformou o Congresso em seu berço, Congresso onde, em outras épocas, fora povoado de políticos de alta capacidade intelectual, foi eleito pelo estado do Rio de Janeiro (Sempre ele!) com apenas 74.232 votos dos cariocas e fluminenses e dos que assim se consideram, da mesma forma que o Rodrigo, da nossa história, se considera brasileiro, embora haja como mercenário.
Miseráveis votos que não poderiam dar ao “nhonhô” das charges a presidência da Câmara, hoje, local de conchavos federais e de onde saem as chantagens que o General Heleno, muito bem e com categoria classificou os atos de pressão para arrebanhar dinheiro do patrimônio público em troca da aprovação dos decretos do Presidente Bolsonaro, em favor do Brasil. Rodrigo ainda não entendeu que aquilo que ele faz numa Câmara sem austeridade é, realmente, chantagem. Para ele, apenas uma traquinagem.
Como esse indivíduo somente vê seu eu no mundo, não consegue enxergar a alteridade que a sociedade representa; apenas trabalha, incessantemente, no processo de reidentificação de si mesmo. Não se pode esperar dele algo melhor do que a autopromoção.
Cada “Não!” que dá ao diligente Presidente Bolsonaro, é um “Sim!” para a sua doentia automitificação, embora doentia, também, seja a inveja que sente do Homem de Aço Bolsonaro que afasta com a sua mão inoxidável a aspereza de sua cara e o rancor de sua alma.
Precisa, de imediato, se acostumar com a conversão que a parte da sociedade consciente sofreu. De apenas ouvinte, meramente passiva, passou a receptora, isto é, a refletir sobre o que ouve e sobre o que lê, portanto, ascendeu à categoria de interlocutora de políticos, a fim de exigir deles a sua obrigação de trabalhar para o país, sem chantagear qualquer que seja seu adversário. O Brasil mudou, cresceu, e Rodrigo permanece de calças curtas.
Não cessa, por aí, a ambição do incompetente deputado que, repetindo as mesmas palavras de sempre, tartamudeou que o General Heleno é “radical”. É doloroso ouvir qualquer oportunista, de esquerda ou pró-esquerda, falar, pois da sua boca xerocada, já saem impressos apagados de tantas vezes serem usados.
Não, realmente, não cessa por aí. O sonho do deputado cresceu em proporções tão avantajadas e voa tão alto que ele somente não levita por causa de sua dieta de proteínas e carboidratos. Deseja ele se autoeleger Primeiro Ministro de um Parlamentarismo que deseja criar, juntamente com seu comparsa de partido, o tal Davi Alcolumbre, lá do Amapá. A intenção é derrubar da Presidência da República o Presidente eleito pelo povo, que deseja mudanças e mais mudanças no estilo atual de se fazer política, já entranhado nos hábitos das várias gerações dessa cambada que tomou conta da Câmara e do Senado.
O menino Rodrigo e seu companheiro de traição, Alcolumbre, ambos tramando na penumbra dos bastidores da já trevosa politicalha nacional, é dar um golpe no regime presidencialista e para tanto, basta aliciar aqueles que já devem estar aguardando, pela ordem de chamada, a senha que lhe dará direito à retirada da fatia que lhe cabe do patrimônio público, antecipadamente, rateado, entre os aliados de primeira e de última hora.
O sonhador Rodrigo, auxiliado pelo seu esperto alimentador de incenso, Alcolumbre, tem uma imensa vontade de desfilar, como um César (nada a ver com o seu pai) numa pretensa Via Ápia brasiliense, estufando mais ainda a sua rotunda empáfia.
Quem são o garoto Rodrigo e o seu colega de travessuras, Alcolumbre?
Vejamos os números. Além do medíocre número de votos, que não lhe daria direito a ocupar a primeira poltrona do Plenário da Câmara, quanto mais ser presidente dela, agora, de maneira deslumbrada, deseja ser Primeiro Ministro do seu Parlamentarismo de fancaria, comprado de seus iguais da mesma Casa decadente.
Os números a que me refiro são os dos processos que ambos, deputado e senador, carregam no seu currículo até agora engavetados. Vamos a eles.
Rodrigo, considerado um dos principais “caciques” do seu partido tenta, com ar de prepotência, demonstrar que representa uma nova casta de políticos. Grossa mentira, pois traz na sua bagagem a caixa de jogos viciados, já usados por velhas e conhecidas raposas, com os quais pretende iludir seus incautos adversários.
Há três inquéritos contra ele dormindo no STF, por ”supostos”* recebimentos de propinas da Odebrecht e OAS em troca de benefícios. Um deles, propunha uma emenda à Medida Provisória 652, com texto elaborado de acordo com os interesses de Leo Pinheiro, dono da OAS, confirmado pelas informações obtidas pela Polícia Federal no celular do empresário. Essa MP ditava normas para a aviação regional, mas o dedo do deputado Maia estava ali, torcendo letras e palavras para ajudar numa redação favorável aos interesses da OAS. Era um R$1.000.000,00 (um milhão de reais) que estava em jogo**.
Por falta de espaço no Jornal Inconfidência, deixemos por enquanto o deputado que, pensando em se lançar à Presidência da República, dizia que seria um político que não usaria o retrovisor, porque representava o futuro.
Mas, é só o que ele faz! O seu retrovisor é a velha política velha que ele segue como se fosse um manual de bolso.
E sobre o seu incensador Alcolumbre? Como seu colega, tem dois inquéritos que carrega nos ombros, por isso, sambava mal, lá no Amapá, no carnaval. Era o peso dos “malfeitos” que lhe tiraram o bamboleio. As acusações são de irregularidades na campanha eleitoral de 2014***. O homem devia representar o Amapá, mas representa a si próprio, pois pensa mais no patrimônio particular do que em lançar um olhar para o seu estado e trabalhar em favor dele.
É dessa infeliz maneira que ‘trabalham’ esses dois, nas duas Casas do Congresso, transformadas em centros de ‘cambalachos’ contra o Brasil.
*Extraído do texto de Gustavo Mesquita; Fonte: Imprensa Seeb Santos e Região, atualizado em 1 de fevereiro de 2019.
**Idem.
***Estadão Conteúdo, atualizado e publicado em 4 de fevereiro de 2019 (In Veja on line) Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES e Acadêmica da AHIMTB.

 

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